{"id":695,"date":"2024-05-12T09:46:30","date_gmt":"2024-05-12T12:46:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/labtaxo\/?p=695"},"modified":"2024-05-12T09:50:40","modified_gmt":"2024-05-12T12:50:40","slug":"dom-e-bruno-dao-nome-a-novas-especies-de-leveduras-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/labtaxo\/categoria-4\/dom-e-bruno-dao-nome-a-novas-especies-de-leveduras-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Dom e Bruno d\u00e3o nome a novas esp\u00e9cies de leveduras da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\"><strong><em>De ado\u00e7ante a combust\u00edvel, novos organismos t\u00eam potencial para diversas aplica\u00e7\u00f5es biotecnol\u00f3gicas e refor\u00e7am forte rela\u00e7\u00e3o entre conserva\u00e7\u00e3o ambiental e bioinova\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB)<\/strong>&nbsp;da UFMG, em parceria com colegas da Universidade Federal do Tocantins e da University of Western Ontario (Canad\u00e1),&nbsp;<strong>descobriram duas novas esp\u00e9cies diferentes da levedura&nbsp;<em>Spathaspora<\/em><\/strong>. Os isolados foram encontrados em biomas da Amaz\u00f4nia brasileira e,&nbsp;<strong>em homenagem ao indigenista e ao jornalista assassinados no Vale do Javari (AM), em junho de 2022, receberam o nome de&nbsp;<em>Spathaspora brunopereirae<\/em>&nbsp;sp. nov. e&nbsp;<em>Spathaspora domphillipsii<\/em>&nbsp;sp. nov.<\/strong>&nbsp;As novas esp\u00e9cies e suas potenciais aplica\u00e7\u00f5es foram apresentadas em artigo publicado, na sexta-feira, 10 de mar\u00e7o, na revista International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.icb.ufmg.br\/images\/Madeira_podre2.jpg\" alt=\"Madeira podre2\" width=\"300\">De acordo com o<strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7261961344060120\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">microbiologista Carlos Augusto Rosa<\/a>,<\/strong>&nbsp;coordenador do&nbsp;<strong>INCT Leveduras<\/strong>&nbsp;e orientador das pesquisas que resultaram no artigo, quatro isolados de esp\u00e9cies de&nbsp;<em>Spathaspora<\/em>&nbsp;foram recuperados de madeira em decomposi\u00e7\u00e3o coletada em biomas da Amaz\u00f4nia brasileira.&nbsp;<strong>\u201cDois deles foram recuperados em diferentes locais da floresta amaz\u00f4nica, no estado do Par\u00e1, e, os outros dois, obtidos de uma regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o, entre a floresta amaz\u00f4nica e o ecossistema do Cerrado, no estado de Tocantins&#8221;.<\/strong>&nbsp;O sequenciamento e a an\u00e1lise das amostras foram realizados no Laborat\u00f3rio de Taxonomia, Biodiversidade e Biotecnologia de Fungos do ICB UFMG.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os testes mostraram que ambas as esp\u00e9cies s\u00e3o capazes de converter d-xilose em etanol e tamb\u00e9m em xilitol, um tipo de ado\u00e7ante natural que pode ser usado por diab\u00e9ticos<\/strong>. &#8220;Isso significa que esses microrganismos t\u00eam caracter\u00edsticas com diversas aplica\u00e7\u00f5es biotecnol\u00f3gicas, entre as quais a produ\u00e7\u00e3o de xilitol e de combust\u00edvel&#8221;, explica. A produ\u00e7\u00e3o de xilitol e bioetanol a partir de xilose, oriunda de res\u00edduos vegetais, por exemplo, requer conhecimento tanto das condi\u00e7\u00f5es experimentais quanto das enzimas respons\u00e1veis pelo metabolismo desse a\u00e7\u00facar, cujo nome vem do grego (xylon = madeira).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.icb.ufmg.br\/images\/Amaz%C3%B4nia2.jpg\" alt=\"Amaz\u00f4nia2\" width=\"300\" height=\"299\">Os cientistas destacam o fato de que a Amaz\u00f4nia, a maior floresta tropical do mundo, representa 40% das florestas tropicais remanescentes e responde por 10% da biodiversidade conhecida do planeta. &#8220;Mas, apesar disso, esse bioma continua sofrendo com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, desmatamento e queimadas&#8221;, salienta Carlos Rosa. Ele chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a riqu\u00edssima biodiversidade microbiana da regi\u00e3o ainda \u00e9 pouco explorada no Brasil como fonte de inova\u00e7\u00f5es biotecnol\u00f3gicas.&nbsp;<strong>\u201cNos trabalhos realizados na regi\u00e3o sobre biodiversidade de leveduras, geralmente de 30 a 50% das esp\u00e9cies encontradas destes microrganismoss s\u00e3o novas para a ci\u00eancia\u201d<\/strong>, informa o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDa\u00ed a import\u00e2ncia das pesquisas nessa \u00e1rea e tamb\u00e9m dos esfor\u00e7os de Bruno e Dom para preservar o bioma da regi\u00e3o&#8221;, afirma o professor titular de microbiologia. Ainda segundo o cientista, nomear as duas novas esp\u00e9cies com os nomes deles \u201c\u00e9 reconhecer, valorizar e homenagear a dupla pelo trabalho em defesa do meio ambiente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Minas Gerais, Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico e pelo Conselho de Pesquisa em Ci\u00eancias Naturais e Engenharia do Canad\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>INCT LEVEDURAS<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<strong>Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia Leveduras: Biodiversidade, preserva\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00f5es biotecnol\u00f3gicas<\/strong>, ou simplesmente INCT Leveduras, integra o grupo de novos Institutos de pesquisa que devem entrar em opera\u00e7\u00e3o ainda no come\u00e7o de 2023. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq MCTI) selecionou dezenas de laborat\u00f3rios considerados como capazes de articular e agregar os melhores grupos de pesquisa do Brasil \u201cem \u00e1reas de fronteira da ci\u00eancia e em campos estrat\u00e9gicos para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do pa\u00eds, em n\u00edvel competitivo internacionalmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a href=\"https:\/\/antigo.mctic.gov.br\/mctic\/opencms\/institucional\/entidadesVinculadas\/institutosNacionais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Programa Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCT)<\/strong>&nbsp;<\/a>selecionou seis novos centros de pesquisa da UFMG, cinco deles sediados no Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB). O objetivo do Programa \u00e9 estimular o desenvolvimento da ci\u00eancia e da tecnologia de ponta \u201cassociada a aplica\u00e7\u00f5es, promovendo a inova\u00e7\u00e3o e o esp\u00edrito empreendedor, em articula\u00e7\u00e3o com empresas inovadoras, nas \u00e1reas do Sistema Brasileiro de Tecnologia\u201d, segundo o CNPq.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O INCT Leveduras tem como um de seus principais objetivos, conhecer e utilizar de forma sustent\u00e1vel as leveduras da biodiversidade brasileira.<\/strong>&nbsp;A equipe do projeto \u00e9 composta por 25 docentes e mais 180 colaboradores, docentes, bolsistas e t\u00e9cnicos. Os pesquisadores integram os quadros de 11 institui\u00e7\u00f5es, de norte a sul do Brasil, al\u00e9m de colaboradores internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O ARTIGO<\/strong><br><strong><em>Spathaspora brunopereirae<\/em>&nbsp;sp. nov. and&nbsp;<em>Spathaspora domphillipsii&nbsp;<\/em>sp. nov., two d-xylose-fermenting ascosporogenous yeasts from Amazonian Forest biomes<\/strong><br><em>Ana Raquel O. Santos\u200b, Gisele F. L. Souza\u200b, Katharina O. Barros, Fl\u00e1via B. M. Alvarenga\u200b, Mariana R. Lopes\u200b, L\u00e1uren M. D. Souza\u200b, Luiz H. Rosa\u200b, Arist\u00f3teles G\u00f3es-Neto, Paula B. Morais\u200b, Marc-Andr\u00e9 Lachance\u200b, Carlos A. Rosa<\/em><br><em>10 de mar\u00e7o de 2023 &#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1099\/ijsem.0.005752\">https:\/\/doi.org\/10.1099\/ijsem.0.005752<\/a><\/em><br><em>https:\/\/www.microbiologyresearch.org\/content\/journal\/ijsem\/10.1099\/ijsem.0.005752<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras informa\u00e7\u00f5es sobre a biodiversidade de leveduras no bioma amaz\u00f4nico podem ser obtidas no artigo:<br><strong>The Brazilian Amazonian rainforest harbors a high diversity of yeasts associated with rotting wood, including many candidates for new yeast species<\/strong><br>Katharina O. Barros, Fl\u00e1via B. M. Alvarenga, Giulia Magni, Gisele F. L. Souza, Maxwel A. Abegg, Fernanda Palladino, S\u00edlvio S. da Silva, Rita C. L. B. Rodrigues, Trey K. Sato \u2026 Carlos A. Rosa&nbsp;<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/yea.3837\">https:\/\/doi.org\/10.1002\/yea.3837<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reda\u00e7\u00e3o:\u00a0<strong>Dayse Lacerda<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De ado\u00e7ante a combust\u00edvel, novos organismos t\u00eam potencial para diversas aplica\u00e7\u00f5es biotecnol\u00f3gicas e refor\u00e7am forte rela\u00e7\u00e3o entre conserva\u00e7\u00e3o ambiental e bioinova\u00e7\u00e3o Pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB)&nbsp;da UFMG, em parceria com colegas da Universidade Federal do Tocantins e da University of Western Ontario (Canad\u00e1),&nbsp;descobriram duas novas esp\u00e9cies diferentes da levedura&nbsp;Spathaspora. 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