{"id":1846,"date":"2022-05-03T21:00:00","date_gmt":"2022-05-03T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/?p=1846"},"modified":"2022-08-19T00:39:27","modified_gmt":"2022-08-19T00:39:27","slug":"warming-boletim-007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/","title":{"rendered":"Warming &#8211; Boletim 007"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">A vida em geral \u00e9 muito complexa, pois \u00e9 composta por muitos atores e por muitas engrenagens sociais, \u00e0s quais est\u00e3o imersas no ambiente que nos cerca e, portanto, s\u00e3o vol\u00e1teis no tempo e espa\u00e7o. Talvez, de forma muito simplista, ela possa ser vista como um conjunto infind\u00e1vel de engrenagens dispostas ao longo de vetores que se espalham em todas as dimens\u00f5es do espa\u00e7o-tempo. Quando uma engrenagem para, por menor que seja, h\u00e1 reflexos imediatos ao nosso redor, mas esse efeito pode ser sentido a longas dist\u00e2ncias com tempos indefinidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Os efeitos das nossas atividades tem sido a causa de in\u00fameros impactos no funcionamento das engrenagens que movem o campo rupestre. \u00c0s vezes podemos ver e sentir os efeitos desses impactos, mas \u00e0s vezes as engrenagens s\u00e3o pequenas e os efeitos podem n\u00e3o ser vistos t\u00e3o facilmente. Se os efeitos persistem ou n\u00e3o cuidamos dos reparos, os mesmos podem se somar e causar grandes impactos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Um grande perigo que corremos \u00e9 o da irreversibilidade dos efeitos. Isso acontece quando n\u00e3o conseguimos recuperar o sistema mais, ou seja, quando atingimos o <em>tipping point<\/em>, ou ponto de n\u00e3o retorno. Podemos facilmente encontrar nos nossos campos exemplos claros desses efeitos, como o da invas\u00e3o por plantas alien\u00edgenas ou ex\u00f3ticas ao longo da rodovia MG10, o das constru\u00e7\u00f5es clandestinas ou oficialmente autorizadas em cima de esp\u00e9cies \u00fanicas ou end\u00eamicas, como o caso da antena nas margens lindeiras da rodovia MG10 que impactou uma popula\u00e7\u00e3o de <em>Diplusodon orbicularis<\/em>, a flor de papel, ou o da destrui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies end\u00eamicas ao longo da rodovia. Isso apenas para ilustrar algumas situa\u00e7\u00f5es que me vem \u00e0 mente neste momento de reflex\u00e3o para escrever este editorial. Mas h\u00e1 centenas de exemplos de problemas que temos causado no campo rupestre e isso tem reflexo em todo o complexo sistema deste ambiente \u00fanico. S\u00f3 n\u00e3o entendemos ainda como os efeitos se somam e ser\u00e3o propagados e nem mesmo os reflexos em nossas atividades sejam elas comerciais ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Assim, entender quais s\u00e3o as engrenagens, como elas funcionam e se acoplam \u00e9 fundamental.&nbsp; Os estudos cient\u00edficos s\u00e3o cruciais para que possamos reparar os danos, e amenizar os impactos que causamos no ecossistema que nos trouxe para as montanhas para viver ou para construir uma vida de neg\u00f3cios, de riquezas espirituais, ou mesmo econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Neste n\u00famero inicial de 2022 coincide com o momento que come\u00e7amos a sair de uma global que j\u00e1 dura mais de dois anos, e nele para conhecerem um pouco mais sobre os trabalhos dos cientistas que perambulam pelas serras do Espinha\u00e7o para entender a import\u00e2ncia das abelhas no sistema montanhoso e o perigo que correm as flores na busca por atrair seus polinizadores. Al\u00e9m disso, apresentaremos como funciona uma importante engrenagem abaixo do solo do banco formado pelas sementes das esp\u00e9cies que habitam o mundo acima dele, e ainda, pela primeira vez, compreender como as plantas que vivem num solo t\u00e3o pobre em nutrientes conseguem sobreviver na mis\u00e9ria nutricional e h\u00eddrica.&nbsp; A \u00faltima mat\u00e9ria desta edi\u00e7\u00e3o nos traz informa\u00e7\u00f5es inovadoras sobre como podemos ajudar a restaurar o ambiente extremo e adverso do campo rupestre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Os estudos ambientais na Serra do Cip\u00f3 e arredores t\u00eam atra\u00eddo a aten\u00e7\u00e3o do mundo todo e apresentado muitas novidades cient\u00edficas. Essa crescente visibilidade internacional deste reduto singular de diversidade tem aumentado as visitas cient\u00edficas, as quais tem auxiliado na economia local. O PELD tem contribu\u00eddo com a maior parcela dessas visitas e populariza\u00e7\u00e3o da Serra tanto para a academia nacional quanto internacional. Nesse n\u00famero do <em>Warming<\/em>, inauguramos uma nova se\u00e7\u00e3o que apresenta os cientistas que nos visitam. E nessa se\u00e7\u00e3o inaugural entrevistamos a Doutora Jennifer Powers da Universidade de Minnesota, EUA.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Preocupados com os rumos incertos da Serra do Cip\u00f3 tamb\u00e9m divulgamos o evento n\u00famero 3 do workshop Serra do Cip\u00f3 (IN)sustent\u00e1vel: Sementes para o Futuro, um evento que mostra a import\u00e2ncia da ci\u00eancia para a solu\u00e7\u00e3o de problemas ambientais e sociais no Espinha\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\" id=\"abelhas\">Por fim, dedicamos esse n\u00famero a um jovem cientista que nos deixou muito prematuramente, Michel St\u00f3rquio Belmiro, Mestre em Gen\u00e9tica pela UFMG, e que nos ajudou a melhor entender os seres microsc\u00f3picos que habitam as plantas do campo rupestre. Ele ingressou com a vontade de descobrir e a possibilidade de desvendar os seres microsc\u00f3picos que habitam as plantas do campo rupestre e deixou lembran\u00e7as.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2362\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify abelhas wp-block-paragraph\">O decl\u00ednio de abelhas polinizadoras tem sido relatado em v\u00e1rias regi\u00f5es do planeta nos \u00faltimos anos. Dentre as principais causas ligadas ao desaparecimento das abelhas, destacam-se a aplica\u00e7\u00e3o indiscriminada de pesticidas, a perda de habitats e altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Existem provavelmente mais de 20.000 esp\u00e9cies de abelhas em todo o mundo! Elas s\u00e3o o grupo mais importante de polinizadores e a perda dessas esp\u00e9cies traz graves consequ\u00eancias para as plantas polinizadas por elas, com profundos reflexos tanto nos ambientes naturais quanto nos manejados, pois s\u00e3o respons\u00e1veis por grande parte da produ\u00e7\u00e3o de alimentos de todo o mundo. As abelhas s\u00e3o respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o de 2\/3 das plantas com flores existentes no planeta e cerca de 90% das culturas de import\u00e2ncia global dependem delas para poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Nosso grupo de pesquisas estimou que uma poss\u00edvel crise de polinizadores levaria a uma dr\u00e1stica diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e perdas imensur\u00e1veis na biodiversidade do Brasil. Desta forma, \u00e9 de grande interesse econ\u00f4mico e ecol\u00f3gico entender os fatores que influenciam e limitam a distribui\u00e7\u00e3o destes animais. O primeiro passo \u00e9 saber quais s\u00e3o as esp\u00e9cies de abelhas que existem. Come\u00e7amos a estudar as abelhas da Serra do Cip\u00f3, para entender o que est\u00e1 acontecendo ao redor do planeta e neste primeiro momento, concentramos os estudos nas abelhas de orqu\u00eddeas, que cientificamente s\u00e3o conhecidas como \u201c<em>Euglossini<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-26.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1851\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption>Abelha visitando as flores da Canela-de-ema <em>Barbacenia flava<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">As esp\u00e9cies de abelhas de orqu\u00eddeas t\u00eam sido consideradas um grupo particular de abelhas por possu\u00edrem uma alta diversidade em regi\u00f5es mais baixas (menores altitudes) e em latitudes tamb\u00e9m mais baixas (quanto mais pr\u00f3ximo da linha do equador menor a latitude). Al\u00e9m disso, essas esp\u00e9cies de abelhas s\u00e3o tipicamente florestais, com uma maior abund\u00e2ncia nos tr\u00f3picos \u00famidos, como na floresta Amaz\u00f4nia. Mas em ambientes mais secos, como o Cerrado, as abelhas Euglossini tamb\u00e9m s\u00e3o importantes polinizadores de diversas fam\u00edlias de plantas. Uma caracter\u00edstica peculiar destas abelhas, e exclusiva dos machos, \u00e9 coletar compostos vol\u00e1teis em p\u00e9talas de flores destas fam\u00edlias de plantas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Para atrair as abelhas Euglossini, foram utilizados iscas-odor\u00edferas, ou seja, aromas an\u00e1logos \u00e0s subst\u00e2ncias presentes nas flores, de sete compostos sint\u00e9ticos (ess\u00eancias). Os dados do clima, solo e da vegeta\u00e7\u00e3o foram tamb\u00e9m registrados, pois s\u00e3o importantes para entender onde vivem e o que fazem essas abelhas em suas plantas. Neste primeiro estudo foram coletadas 786 abelhas Euglossini de 14 esp\u00e9cies diferentes. Este \u00e9 um n\u00famero alto de esp\u00e9cies quando comparado a outros lugares do Cerrado. Assim, a Serra do Cip\u00f3 tem tamb\u00e9m uma alta diversidade de esp\u00e9cies de abelhas de orqu\u00eddeas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Mas nem todas as esp\u00e9cies dessas abelhas s\u00e3o comuns. Algumas esp\u00e9cies foram encontradas em apenas uma faixa de altitude (<em>Euglossa violaceifrons<\/em>, <em>Exaerete smaragdina<\/em>), enquanto outras (<em>Eulaema nigrita<\/em>, <em>Eulaema cingulata<\/em>, <em>Eulaema securigera<\/em>, <em>Euglossa melanotricha<\/em> e <em>Euglossa leucotricha<\/em>), foram encontradas desde o rio Cip\u00f3 at\u00e9 o ponto mais alto da Serra do Cip\u00f3. Tamb\u00e9m observamos que h\u00e1 mais esp\u00e9cies que ocorrem na parte de baixa da Serra do Cip\u00f3 do que nas partes mais altas. Este \u00e9 um fen\u00f4meno comum no qual as esp\u00e9cies s\u00e3o em geral mais numerosas nas altitudes baixas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m mostrou que o n\u00famero de esp\u00e9cies de abelhas de orqu\u00eddeas \u00e9 diferente entre as esta\u00e7\u00f5es seca e chuvosa. H\u00e1 mais esp\u00e9cies na esta\u00e7\u00e3o chuvosa, onde foram encontradas todas as 14 esp\u00e9cies, do que na esta\u00e7\u00e3o seca, onde foram registradas apenas 10 esp\u00e9cies. Em resumo, a Serra do Cip\u00f3 tem uma rica fauna de abelhas de orqu\u00eddeas. Por outro lado, algumas s\u00e3o raras e merecem cuidados ou podem desaparecer e isso pode resultar em perda de biodiversidade e de poliniza\u00e7\u00e3o de alguma esp\u00e9cie que s\u00f3 \u00e9 polinizada por elas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">N\u00e3o sabemos ainda quem s\u00e3o as esp\u00e9cies que estas abelhas polinizam, ou seja, precisamos de mais estudos para entender melhor o papel delas nesse ambiente. Mas sabemos que sem estas abelhas muitas esp\u00e9cies de plantas podem n\u00e3o se reproduzir e assim deixar de existir no campo rupestre. Outro aspecto que precisamos prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e9 quanto ao fogo. Muitas das esp\u00e9cies s\u00e3o raras e os eventos de inc\u00eandios recorrentes, como temos observado nos \u00faltimos anos, podem colocar todas estas esp\u00e9cies em perigo e com isso a poliniza\u00e7\u00e3o das nossas plantas cultivadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Os pr\u00f3ximos estudos ir\u00e3o fornecer pistas de onde elas constroem seus ninhos, que outras esp\u00e9cies podem existir, as plantas que elas polinizam, e como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem estar afetando suas col\u00f4nias e todos n\u00f3s indiretamente, seja por poliniza\u00e7\u00e3o deficiente das nossas plantas cultivadas, seja pela aus\u00eancia delas na vegeta\u00e7\u00e3o nativa de campo rupestre. As abelhas podem responder por 70% dos servi\u00e7os de poliniza\u00e7\u00e3o no campo rupestre e a perda seria irrepar\u00e1vel, com consequ\u00eancias muito s\u00e9rias para todos n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" id=\"flores\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size wp-block-paragraph\">dos Santos, F.M., Beiroz, W., Antonini, Y., Mart\u00e9n-Rodr\u00edguez, S., Quesada, M., Fernandes, G. W. 2020. Structure and composition of the euglossine bee community along an elevational gradient of rupestrian grassland vegetation.&nbsp;Apidologie&nbsp;51:675-687. <br>DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s13592-020-00752-7\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s13592-020-00752-7<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size wp-block-paragraph\">Novais, S. M., Nunes, C. A., Santos, N. B., Damico, A. R., Fernandes, G. W., Quesada, M., Neves, A. C. O. 2016. Effects of a possible pollinator crisis on food crop production in Brazil.&nbsp;PLoS One&nbsp;11: e0167292<br>DOI: <a href=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/?page_id=1595\" data-type=\"page\" data-id=\"1595\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1371\/journal.pone.0167292\" target=\"_blank\">https:\/\/doi.org\/10.1371\/journal.pone.0167292<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por:<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"380\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-6-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2468\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-6-5.png 400w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-6-5-300x285.png 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2363\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-1.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-1-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-1-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">A maioria das plantas com flores precisam de um polinizador bi\u00f3tico para produzir frutos e completar seu ciclo reprodutivo. Devido a isto, quest\u00f5es ligadas \u00e0 biologia reprodutiva das plantas e os seus polinizadores t\u00eam sido amplamente documentadas por pesquisadores do mundo todo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Os polinizadores tendem a visitar flores maiores e mais abundantes nas popula\u00e7\u00f5es naturais, favorecendo plantas com esses atributos. Contudo, nem todos os visitantes que s\u00e3o atra\u00eddos pelas recompensas das flores s\u00e3o polinizadores. Muitas esp\u00e9cies de plantas recebem frequentemente antagonistas florais, como pilhadores de n\u00e9ctar, p\u00f3len e at\u00e9 herb\u00edvoros. Aqueles que se alimentam de qualquer parte de uma flor s\u00e3o conhecidos como flor\u00edvoros. Deste modo, os efeitos positivos da sele\u00e7\u00e3o exercida pelos polinizadores podem ser neutralizados pelos antagonistas florais, mantendo indiv\u00edduos com flores menores e poucas flores em suas popula\u00e7\u00f5es. &nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-29.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1854\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption><em>Collaea cipoensis<\/em>: arbusto end\u00eamico da Serra do Cip\u00f3<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Em um estudo realizado com uma esp\u00e9cie end\u00eamica e restrita a pequenas manchas ao longo de cursos d&#8217;\u00e1gua no campo rupestre da Serra do Cip\u00f3, n\u00f3s descrevemos os aspectos reprodutivos, examinando a sua depend\u00eancia de polinizadores e analisando a fun\u00e7\u00e3o dos visitantes como polinizadores ou antagonistas florais. Essa esp\u00e9cie \u00e9 um arbusto, a <em>Collaea cipoensis. <\/em>Tamb\u00e9m avaliamos, pela primeira vez para uma esp\u00e9cie de campo rupestre, se os efeitos positivos dos polinizadores s\u00e3o reduzidos pelos danos causados por antagonistas florais em termos da capacidade reprodutiva, isto \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de frutos e sementes vi\u00e1veis.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-30.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1855\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption>Antagonistas florais visitando <em>Collaea cipoensis<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\"><em>Collaea cipoensis<\/em> \u00e9 uma esp\u00e9cie que depende integralmente da poliniza\u00e7\u00e3o para produzir frutos e sementes, a qual \u00e9 realizada pelos beija-flores <em>Colibri serrirostris<\/em> e <em>Eupetomena macroura<\/em>. No entanto, os polinizadores representaram unicamente 4% do total de visitas, enquanto formigas e abelhas antagonistas representaram 90% da visita\u00e7\u00e3o. Tem&nbsp; destaque a abelha <em>Trigona spinipes<\/em> e a mosca sirf\u00eddea <em>Toxomerus musicus,<\/em> que s\u00e3o os ladr\u00f5es de n\u00e9ctar mais frequentes nas flores. Plantas com flores maiores e mais abundantes receberam mais visitas de ambos, polinizadores e antagonistas. A capacidade reprodutiva da planta diminui consideravelmente em flores atacadas por ladr\u00f5es de n\u00e9ctar e flor\u00edvoros em compara\u00e7\u00e3o com as flores intactas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O conflito entre custo e benef\u00edcio de atrair visitantes foi confirmado pois polinizadores e antagonistas florais preferem plantas com flores maiores e mais abundantes. Os antagonistas florais reduzem a capacidade reprodutiva feminina nesta planta end\u00eamica. Uma forma de escapar desse perigo, \u00e9 apresentar tamanho e n\u00famero de flores intermedi\u00e1rios para escapar dos antagonistas, o que resulta em um aumento na produ\u00e7\u00e3o de frutos e sementes vi\u00e1veis, melhorando assim o sucesso reprodutivo. &nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Estudos que quantifiquem o custo que representa para a reprodu\u00e7\u00e3o das plantas lidar com os antagonistas florais s\u00e3o ainda insuficientes, por\u00e9m important\u00edssimos quando falamos de ambientes fortemente amea\u00e7ados por press\u00f5es causadas pelas mudan\u00e7as globais, como no campo rupestre.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size wp-block-paragraph\">G\u00e9lvez-Z\u00fa\u00f1iga, I., Neves, A. C. O., Teixido, A. L., Fernandes, G. W. 2018. Reproductive biology and floral visitors of <em>Collaea cipoensis<\/em> (Fabaceae), an endemic shrub of the rupestrian grasslands. Flora 238:129-137. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.flora.2017.03.012\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.flora.2017.03.012\" target=\"_blank\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.flora.2017.03.012<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size wp-block-paragraph\">G\u00e9lvez-Z\u00fa\u00f1iga, I., Teixido, A. L., Neves, A. C. O., Fernandes, G.W. 2018. Floral antagonists counteract pollinator-mediated selection on attractiveness traits in the hummingbird pollinated <em>Collaea cipoensis<\/em> (Fabaceae). Biotropica 50:797-804. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/btp.12574\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/btp.12574<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size wp-block-paragraph\">Nunes, F. P., Carvalho, V. C. Vieira, V. S., Fernandes, G. W., Oki, Y. 2017. Influ\u00eancia da temperatura na germina\u00e7\u00e3o de sementes de <em>Collaea cipoensis<\/em> Fortunato (Fabaceae), esp\u00e9cie end\u00eamica de campo rupestre. MG BIOTA 10:35-40.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por:<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"380\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Autoria-Irene-e-Geraldo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2469\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Autoria-Irene-e-Geraldo.png 400w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Autoria-Irene-e-Geraldo-300x285.png 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-2-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2364\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-2-1.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-2-1-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-2-1-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\" id=\"semente\">A capacidade de manter a diversidade de plantas est\u00e1 diretamente associada aos mecanismos de regenera\u00e7\u00e3o natural. Estes mecanismos provavelmente evolu\u00edram para favorecer a reprodu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies em diferentes tipos de ambientes. Um dos mecanismos mais interessantes \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o do banco de sementes, onde as plantas armazenam suas sementes no solo, aguardando condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis para germinar. Dentre as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis est\u00e3o a temperatura, disponibilidade de luz, \u00e1gua e nutrientes. Contudo, algumas vezes, as sementes podem ser dispersas antes de estarem prontas ou terem mecanismos que impedem sua germina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-33.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1858\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption> Gram\u00ednea presente no banco de sementes <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O banco de sementes do solo \u00e9 um sistema muito din\u00e2mico. Ao serem dispersadas, as sementes caem no ch\u00e3o ou s\u00e3o enterradas (por animais ou pela chuva), promovendo uma entrada de sementes no &#8220;banco&#8221;. A sa\u00edda de sementes do banco pode ocorrer pela morte, pela&nbsp; preda\u00e7\u00e3o ou pela pr\u00f3pria germina\u00e7\u00e3o. Todas as sementes que est\u00e3o neste sistema comp\u00f5em o banco de sementes do solo, desde as camadas mais superficiais (como a serrapilheira ou folhedo) at\u00e9 as mais profundas. Este sistema ent\u00e3o \u00e9 um banco fornecedor de sementes ao longo do tempo, pois \u00e9 abastecido por sementes que chegam durante o ano todo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Devido \u00e0 sua enorme contribui\u00e7\u00e3o para a reprodu\u00e7\u00e3o das plantas, o conhecimento da din\u00e2mica, tanto no espa\u00e7o como no tempo, do banco de sementes pode explicar a adapta\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies \u00e0s varia\u00e7\u00f5es ambientais, como aquelas que ocorrem em diferentes altitudes e tamb\u00e9m ao longo do ano. Entretanto, poucos trabalhos foram realizados avaliando o banco de sementes em montanhas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-34.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1859\" width=\"600\" height=\"550\"\/><figcaption>Esp\u00e9cies vegetais do banco de sementes nas \u00e1reas do PELD Cip\u00f3  <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Em um estudo in\u00e9dito mostramos como o banco de sementes do solo varia ao longo do gradiente de altitude na Serra do Cip\u00f3. Encontramos um total de 1975 indiv\u00edduos que emergiram do solo, e estes foram agrupados em 149 esp\u00e9cies de plantas. Foi observado que enquanto o n\u00famero de esp\u00e9cies de plantas na vegeta\u00e7\u00e3o diminui com o aumento da altitude, o n\u00famero de esp\u00e9cies de plantas no banco de sementes aumenta at\u00e9 a altitude de 1200 m. A partir da\u00ed h\u00e1 um menor n\u00famero de esp\u00e9cies que emergem do solo nas altitudes superiores. Assim, nem todas as esp\u00e9cies que est\u00e3o na flora estabelecida, comp\u00f5em ou utilizam o banco de sementes como fonte de regenera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das diferen\u00e7as no n\u00famero de esp\u00e9cies, as esp\u00e9cies tendem a ser diferentes quando a eleva\u00e7\u00e3o varia, o que reflete a grande diversidade de plantas do Campo Rupestre. Somente seis esp\u00e9cies foram encontradas em todas as diferentes altitudes! As mais representativas do ambiente s\u00e3o esp\u00e9cies de gram\u00edneas, ciper\u00e1ceas e compostas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O armazenamento de sementes no solo \u00e9 uma estrat\u00e9gia muito interessante que permite \u00e0s plantas se perpetuar no tempo. Sendo assim, estas plantas podem emergir no futuro, substituindo os indiv\u00edduos que senescem ou colonizam um ambiente recentemente perturbado, possibilitando a sua regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size wp-block-paragraph\">Luz, G. R., Mota, S. G., Spadeto, C., Tolentino, G. S., Fernandes, G. W., Nunes, Y. R. F. 2018. Regenerative potential of the soil seed bank along an elevation gradient of rupestrian grassland in southeastern Brazil. Botany 96: 281-298. <br>DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1139\/cjb-2017-0162\">https:\/\/doi.org\/10.1139\/cjb-2017-0162<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size wp-block-paragraph\">Medina, B. M. O., Fernandes, G. W. 2007. The potential of natural regeneration of rocky outcrop vegetation on rupestrian field soils in &#8216;Serra do Cip\u00f3&#8217;, Brazil. Brazilian Journal of Botany 30:665-678. <br>DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0100-84042007000400011\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0100-84042007000400011<\/a>.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-35.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1860\" width=\"400\" height=\"480\"\/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2365\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-3.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-3-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-3-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O desenvolvimento, o sucesso reprodutivo e a sobreviv\u00eancia das plantas est\u00e3o intimamente relacionados \u00e0 disponibilidade de nutrientes do solo. Estes nutrientes s\u00e3o essenciais para o crescimento e forma\u00e7\u00e3o dos tecidos das plantas; mas quando em excesso, podem levar \u00e0 uma alta taxa de mortalidade. Os solos do Campo Rupestre s\u00e3o considerados muito pobres em nutrientes. As altas concentra\u00e7\u00f5es de alum\u00ednio e ferro podem ainda ampliar os efeitos da pobreza em nutrientes e aprofundar os danos \u00e0s plantas. Por exemplo, podem elevar a acidez do solo, que por sua vez pode reduzir a disponibilidade do nitrog\u00eanio, pot\u00e1ssio, f\u00f3sforo, c\u00e1lcio, magn\u00e9sio e enxofre, tornando estes solos pouco f\u00e9rteis. Al\u00e9m disso, a grande quantidade de part\u00edculas mais grossas como areia, comuns no Campo Rupestre, ainda que permitam maior aera\u00e7\u00e3o do solo, dificultam a reten\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes. As chances de sucesso em ecossistemas como o Campo Rupestre envolvem o desenvolvimento de estrat\u00e9gias e adapta\u00e7\u00f5es que permitam a sobreviv\u00eancia e sintonia com os fortes filtros ambientais neste ambiente extremo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O Campo Rupestre se destaca por abrigar uma alta diversidade de plantas \u00fanicas e finamente adaptadas aos rigores deste ecossistema. A esp\u00e9cie de canela-de-ema <em>Vellozia nanuzae<\/em> (Velloziaceae) \u00e9 uma destas plantas.&nbsp; Ela tem uma distribui\u00e7\u00e3o restrita \u00e0 Serra do Cip\u00f3, tem porte herb\u00e1ceo, \u00e9 end\u00eamica e rara, encontrada apenas em \u00e1reas rochosas. Esta esp\u00e9cie \u00e9 conhecida pelo cheiro arom\u00e1tico de tuti-fruti devido \u00e0 presen\u00e7a de diterpenos e flavonoides em seus frutos e folhas, que permitem que em dias ensolarados, este aroma seja sentido a dezenas de metros de dist\u00e2ncia. Possui elevado potencial de bioprospec\u00e7\u00e3o e, as suas folhas possuem compostos qu\u00edmicos, como nanuzona e 11\u03b2-hydroxy-nanuzona, potenciais para tratamento do c\u00e2ncer. Al\u00e9m disso, devido \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de resinas em todos os \u00f3rg\u00e3os, tamb\u00e9m apresenta potencial para uso em cosm\u00e9tica.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-37.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1862\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption>Canela-de-ema (<em>Vellozia nanuzae)<\/em>&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Por existir pouco conhecimento sobre as exig\u00eancias nutricionais das plantas que habitam este ecossistema, n\u00f3s avaliamos os efeitos da adi\u00e7\u00e3o de fertilizantes&nbsp; e diferentes substratos na sobreviv\u00eancia e crescimento desta esp\u00e9cie de canela-de-ema. Esp\u00e9cies que s\u00e3o adaptadas a condi\u00e7\u00f5es de poucos nutrientes apresentam caracter\u00edsticas que ret\u00e9m e conservam os nutrientes, que maximizam a sobreviv\u00eancia para o crescimento vegetativo. A tend\u00eancia \u00e9 que haja pouca altera\u00e7\u00e3o no desenvolvimento destas esp\u00e9cies quando as mesmas s\u00e3o expostas a um aumento na fertilidade do solo. Tamb\u00e9m esperamos que as esp\u00e9cies de plantas adaptadas a ambientes de solo pobre apresentem maior produ\u00e7\u00e3o de ra\u00edzes, talvez justamente para garantir um m\u00ednimo necess\u00e1rio \u00e0s atividades necess\u00e1rias a sobreviver no ambiente adverso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Nossos estudos mostraram que a mortalidade das canelas-de-ema foi de aproximadamente 95% superior nos solos enriquecidos com fertilizantes e quase 100% em solos com adi\u00e7\u00e3o de esterco nos primeiros 30 dias. As plantas que receberam&nbsp; adi\u00e7\u00e3o de nutrientes cresceram 53% menos em compara\u00e7\u00e3o com plantas que cresceram no solo natural da esp\u00e9cie. Assim, as canelas-de-ema sobreviveram e se desenvolveram melhor no solo de seu habitat natural, mesmo sendo \u00e1cido e muito pobre em nutrientes. Os resultados mostram que mais nutrientes nem sempre s\u00e3o melhores para a sobreviv\u00eancia e desenvolvimento das esp\u00e9cies nativas que habitam ecossistemas in\u00f3spitos, como o do campo rupestre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Esse estudo refor\u00e7a uma informa\u00e7\u00e3o muito \u00fatil e importante que nosso grupo de pesquisas havia relatado h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, a de que a restaura\u00e7\u00e3o do campo rupestre precisa ainda de muito conhecimento, e que a adi\u00e7\u00e3o de fertilizantes e esp\u00e9cies de plantas que promovem a aduba\u00e7\u00e3o verde dos solos pode na realidade representar um enorme problema e em nada ajudar o retorno do campo rupestre.&nbsp; Um grande esfor\u00e7o deve ser feito para ampliar e aprofundar o conhecimento gerado neste trabalho e assim melhor subsidiar estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o, restaura\u00e7\u00e3o e manejo adequado dessas esp\u00e9cies e do campo rupestre.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja<\/strong>:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\"><sub>More is not always better: responses of the endemic plant&nbsp;<em>Vellozia nanuzae<\/em>&nbsp;to additional nutrients.<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/abb\/a\/NWMkdFW3DcVNsYRQ5WvbYFL\/?lang=en#\"><\/a> Acta Botanica Brasilica, 34:487-496. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/0102-33062020abb0041\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/0102-33062020abb0041<\/a>.<\/sub><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\" id=\"restaura\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-38.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1863\" width=\"400\" height=\"380\"\/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2367\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-4.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-4-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-4-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Quem caminha pelas montanhas do Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero certamente j\u00e1 observou o campo rupestre ferruginoso associado a afloramentos rochosos, conhecido como canga. As caracter\u00edsticas peculiares desses ambientes formam paisagens que lembram um mosaico que abriga esp\u00e9cies \u00fanicas! Remanescentes destas forma\u00e7\u00f5es permanecem protegidos em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e parte est\u00e1 situada em \u00e1reas de interesse das atividades miner\u00e1rias e de expans\u00e3o urbana. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Pensando na reconstitui\u00e7\u00e3o destes ambientes, implantamos um experimento para avaliar o desenvolvimento da vegeta\u00e7\u00e3o natural em uma \u00e1rea degradada que recebeu uma quantidade de <em>topsoil<\/em> para sua restaura\u00e7\u00e3o. Chamamos de <em>topsoil<\/em> a camada mais externa e superior do solo, a qual cont\u00e9m uma mescla de banco de sementes, ra\u00edzes e fauna do solo. Para o experimento, utilizamos <em>topsoil<\/em> ferruginoso em diferentes espessuras (20 e 40 cm), imitando o que ocorre nos campos naturais. Tamb\u00e9m foram introduzidas mudas de 15 esp\u00e9cies de plantas provenientes de opera\u00e7\u00f5es de resgate de flora na regi\u00e3o do estudo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-40.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1865\" width=\"850\" height=\"350\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s 49 meses de experimento, observamos que a sobreviv\u00eancia das plantas n\u00e3o apresentou diferen\u00e7a entre as espessuras de <em>topsoil<\/em> e que mais da metade das esp\u00e9cies plantadas sobreviveu. O <em>topsoil<\/em> mais espesso (40cm) apresentou maior cobertura vegetal, por\u00e9m com grande contribui\u00e7\u00e3o (quase 20% da cobertura) de esp\u00e9cies n\u00e3o-nativas de potencial invasor. O topsoil de 20 cm apresentou maior riqueza de esp\u00e9cies nativas, as quais contribu\u00edram mais para a cobertura vegetal comparado ao <em>topsoil<\/em> de 40cm.Registramos ainda a presen\u00e7a de esp\u00e9cies nativas n\u00e3o plantadas, t\u00edpicas das cangas, colonizando a \u00e1rea de estudo. As esp\u00e9cies <em>Vellozia caruncularis<\/em> (canela-de-ema) <em>Cuspania sp<\/em>. e <em>Pleroma heteromallum <\/em>(orelha-de-on\u00e7a) se destacaram pela sua alta performance. O uso de <em>topsoil<\/em> se mostra, assim, como uma t\u00e9cnica promissora para a restaura\u00e7\u00e3o do campo rupestre ferruginoso, especialmente quando combinado com o plantio de esp\u00e9cies nativas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">\u00c9 fundamental, no entanto, que seja planejado e realizado o manejo de esp\u00e9cies potencialmente invasoras para que a sobreviv\u00eancia e coloniza\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas seja mais efetiva. Esse estudo mais uma vez demonstra que \u00e9 poss\u00edvel restaurar o ecossistema rupestre; por outro lado deixa claro que \u00e9 fundamental um forte investimento na ci\u00eancia e avan\u00e7o nas pol\u00edticas p\u00fablicas para que a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica seja de fato implementada nestes ecossistemas adversos de campo rupestre.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\"><sub>Topsoil depth influences the recovery of rupestrian grasslands degraded by mining. Revista Brasileira de Ci\u00eancia do Solo, 45:e0210056. DOI:<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.36783\/18069657rbcs20210056\" target=\"_blank\">10.36783\/18069657rbcs20210056<\/a><sub>.<\/sub><\/sub><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\" id=\"alecrim\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-41.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1866\" width=\"400\" height=\"380\"\/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2369\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-8.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-8-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-8-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Agora em Mar\u00e7o de 2022 foi lan\u00e7ado pela editora Springer (Su\u00ed\u00e7a) um dos livros mais esperados na \u00e1rea de biodiversidade e bio-economia. O livro foi editado pelo coordenador do PELD Campos Rupestres da Serra do Cip\u00f3\/CNPq, Geraldo Wilson Fernandes, e pelos pesquisadores Yumi Oki e Milton Barbosa da UFMG. O livro tem mais de 550 p\u00e1ginas e traz uma ampla abordagem do conhecimento mais atualizado das esp\u00e9cies de alecrim e carquejas do planeta.&nbsp; Essas plantas pertencem ao g\u00eanero <em>Baccharis<\/em> e s\u00e3o mais de 440 esp\u00e9cies espalhadas nas am\u00e9ricas. Esse grupo de plantas \u00e9 um dos mais estudados do mundo nas \u00e1reas da ecologia, gen\u00e9tica, qu\u00edmica, farmacologia, medicina e economia!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Neste grupo de plantas tamb\u00e9m encontramos esp\u00e9cies mel\u00edferas, que s\u00e3o fonte de pr\u00f3polis, esp\u00e9cies que podem fornecer fibras para construir sensores, fornecer resinas para ess\u00eancias, restaurar \u00e1reas degradadas e ainda ser usadas para controle de pragas e produzir compostos para curar uma infinidade de doen\u00e7as. V\u00e1rias esp\u00e9cies desse grupo de plantas desempenham pap\u00e9is cruciais na manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade enquanto outras s\u00e3o esp\u00e9cies invasoras com implica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Para constru\u00e7\u00e3o desse livro, foram convidados pesquisadores de diferentes \u00e1reas do conhecimento do mundo todo, a maioria deles consagrados internacionalmente. O livro foi organizado em quatro t\u00f3picos principais que abrangem a evolu\u00e7\u00e3o, ecologia, qu\u00edmica, bem como aplica\u00e7\u00f5es ambientais, ornamentais, culturais e m\u00e9dicas do g\u00eanero. Este livro tamb\u00e9m dedica uma se\u00e7\u00e3o inteira \u00e0 qu\u00edmica e ao potencial farmacol\u00f3gico \u00fanico da pr\u00f3polis verde produzida pelas abelhas usando resinas coletadas de alecrim-do-campo e usadas mundialmente para tratar v\u00e1rias doen\u00e7as. O livro traz \u00e0 luz muitos dados novos e fornece s\u00ednteses atualizadas e novas em muitos de seus cap\u00edtulos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Esta publica\u00e7\u00e3o representa uma refer\u00eancia importante para um p\u00fablico de pesquisadores, acad\u00eamicos, estudantes de doutorado e outros cientistas em uma ampla cole\u00e7\u00e3o de \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"188\" height=\"270\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-45.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1871\"\/><figcaption><sub>Saiba mais em: <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/book\/10.1007\/978-3-030-83511-8\">https:\/\/link.springer.com\/book\/10.1007\/978-3-030-83511-8<\/a><\/sub><\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-44.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1869\" width=\"380\" height=\"446\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-44.png 378w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-44-255x300.png 255w\" sizes=\"(max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2370\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-6.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-6-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-6-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-47.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1873\" width=\"350\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-47.png 331w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-47-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><figcaption>Jennifer Powers na sua visita ao Inhotim<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Professora dos Departamentos de Ecologia, Evolu\u00e7\u00e3o e Comportamento, e Biologia Vegetal e Microbiana na Universidade de Minnesota, EUA. Pesquisa as rela\u00e7\u00f5es entre os processos ecol\u00f3gicos, os padr\u00f5es que eles geram e os efeitos das mudan\u00e7as ambientais antropog\u00eanicas em uma variedade de ecossistemas. Mediante abordagens experimentais investiga processos biogeoqu\u00edmicos e ecossist\u00eamicos em escalas locais, regionais e globais que incluem os padr\u00f5es de din\u00e2mica de carbono e nitrog\u00eanio em ecossistemas florestais; os efeitos das mudan\u00e7as no uso da terra; aquecimento global e deposi\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio nos processos de ciclagem de nutrientes; os feedbacks entre fertilidade do solo, processos vegetais e comunidades microbianas; e, como plantas individuais e esp\u00e9cies microbianas influenciam nos processos de ciclagem de elementos. A maior parte do seu trabalho de campo \u00e9 em ecossistemas tropicais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Editorial Warming (EW): <strong>Qual foi o est\u00edmulo que te levou a querer estudar as matas secas (da Costa Rica e do mundo)?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">JP: Sempre quis trabalhar em florestas tropicais, comecei depois do mestrado, quando fui para a Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica La Selva, na Costa Rica, para trabalhar no laborat\u00f3rio de Sistemas de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Depois do doutorado, fiz um p\u00f3s-doutorado na \u00c1rea de Conserva\u00e7\u00e3o de Guanacaste, na Costa Rica, e ent\u00e3o conheci a mata seca. Fiquei cativada pela mata seca na Costa Rica! A diversidade \u00e9 alta, mas n\u00e3o t\u00e3o alta que voc\u00ea n\u00e3o consiga encontrar \u00e1rvores da mesma esp\u00e9cie. H\u00e1 tantos gradientes para investigar: gradientes nas propriedades do solo, na disponibilidade de \u00e1gua ao longo do ano (por causa da sazonalidade das chuvas), e tamb\u00e9m varia\u00e7\u00e3o na precipita\u00e7\u00e3o total entre os anos e varia\u00e7\u00e3o extrema nas propriedades funcionais das \u00e1rvores, como \u00e1rvores caducif\u00f3lias (cujas folhas caem na esta\u00e7\u00e3o seca) e esp\u00e9cies perenes coexistindo (que contam com folhas o ano todo. Nosso grupo trabalhou muito na floresta seca da Costa Rica em quest\u00f5es relacionadas aos padr\u00f5es e mecanismos de sucess\u00e3o, ciclagem de nutrientes e carbono e ecologia funcional. Ent\u00e3o, quer\u00edamos saber se o que est\u00e1vamos encontrando na Costa Rica se aplica \u00e0s matas secas de outros pa\u00edses. Isso iniciou uma s\u00e9rie de estudos comparativos analisando coisas como as caracter\u00edsticas hidr\u00e1ulicas das \u00e1rvores e a biogeoqu\u00edmica do solo em diferentes florestas tropicais sazonalmente secas na Costa Rica, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia e Porto Rico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">EW: <strong>Compartilha um pouco sobre sua rela\u00e7\u00e3o com o desenho como estrat\u00e9gia para guardar conhecimentos e lembran\u00e7as.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">JP: \u00c9 \u00f3timo visitar lugares diferentes e tirar fotografias. No entanto, acho que aprecio e experimento mais um lugar se me sento para desenhar as coisas que me interessam. \u00c9 uma maneira meditativa de focar minha aten\u00e7\u00e3o e realmente observar o mundo. Eu tamb\u00e9m tiro muitas fotos, para que eu possa desenh\u00e1-las depois. Acho que desenhar me ajuda a perceber que a natureza est\u00e1 ao nosso redor. Ainda \u00e9 incr\u00edvel para mim ver a estrutura das folhas ou notar as mudan\u00e7as mensais em meu jardim em Minnesota. Aqui est\u00e3o alguns exemplos da viagem ao Brasil, as quais s\u00e3o \u00f3timas lembran\u00e7as para mim.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"435\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-48.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1874\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-48.png 567w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-48-300x230.png 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption>Desenhos da Jennifer ap\u00f3s visitar alguns parques na regi\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">EW: <strong>Quais s\u00e3o os principais aprendizados e desafios de envolver as comunidades nos esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o da mata seca?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">JP: Acredito que muitas pessoas est\u00e3o interessadas em conserva\u00e7\u00e3o, mas \u00e0s vezes conciliar a conserva\u00e7\u00e3o e o uso da terra pelas comunidades humanas chega a ser dif\u00edcil, devido a isto, o caminho a seguir para alcan\u00e7ar ambas ainda n\u00e3o \u00e9 claro. Acho que um \u00f3timo caminho a seguir \u00e9 ajudar com atividades de educa\u00e7\u00e3o que ensinem as crian\u00e7as e adultos sobre os valores da prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas. No entanto, essa educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma via de m\u00e3o dupla, porque aprendi muito sobre hist\u00f3ria natural, restaura\u00e7\u00e3o e outras coisas ouvindo os moradores locais que vivem dentro e ao redor das matas secas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">EW: <strong>Como v\u00ea o presente e futuro das matas secas no cen\u00e1rio das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">JP: As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o resultando em condi\u00e7\u00f5es mais quentes e chuvas mais vari\u00e1veis em compara\u00e7\u00e3o com os regimes clim\u00e1ticos anteriores. Dentro das comunidades florestais, observamos uma varia\u00e7\u00e3o em termos de quais esp\u00e9cies de \u00e1rvores \u2013 por exemplo \u2013 s\u00e3o mais afetadas por eventos clim\u00e1ticos extremos. Os tipos de mudan\u00e7as que estamos vendo agora t\u00eam claramente o potencial de mudar a composi\u00e7\u00e3o da comunidade dentro das matas secas para esp\u00e9cies que s\u00e3o mais tolerantes \u00e0 seca. Por outro lado, em diferentes comunidades de florestas tropicais secas, acho que algumas ser\u00e3o mais afetadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas do que outras. O qu\u00e3o acostumada uma floresta est\u00e1 a um regime vari\u00e1vel de chuva pode ser um melhor preditor de quais florestas s\u00e3o mais vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas do que a quantidade m\u00e9dia anual total de chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">EW:<strong> Como voc\u00ea enxerga o papel atual das mulheres na ci\u00eancia, e quais acredita que s\u00e3o os principais desafios para as mulheres na ci\u00eancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">JP: Tenho visto muitas mudan\u00e7as positivas para as mulheres na ci\u00eancia ao longo da minha vida. Quando eu estava na universidade, havia apenas uma mulher na faculdade de biologia. Agora, vejo que h\u00e1 tantas professoras quanto professores em ambos os departamentos dos quais fa\u00e7o parte na Universidade de Minnesota. Dito isso, ainda acho que existem estere\u00f3tipos de como um professor de ci\u00eancias \u201cdeveria\u201d ser.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">EW: <strong>Qual a sua impress\u00e3o do Campo rupestre ap\u00f3s esta primeira visita?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">JP: EU ADOREI o campo rupestre. Que ecossistema incr\u00edvel! Foi uma honra e um prazer aprender com todos voc\u00eas sobre esse ecossistema incr\u00edvel. Uma vez que voc\u00ea conhece o campo rupestre, d\u00e1 vontade de sair conversando com todos o mundo para contar sobre a beleza, a diversidade e o quanto s\u00e3o intrigantes as adapta\u00e7\u00f5es a esse ambiente extremo. O campo rupestre parece um <em>playground <\/em>para bi\u00f3logos!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Saiba mais sobre as pesquisas da Jennifer em: <a href=\"https:\/\/tropicaldryforest.wordpress.com\/\">https:\/\/tropicaldryforest.wordpress.com\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\" id=\"evento\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-49.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1875\" width=\"400\" height=\"380\"\/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2372\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-7.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-7-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-7-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-51.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1878\" width=\"550\" height=\"450\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">No s\u00e1bado passado, 30 de abril de 2022, a equipe do PELD-CRSC organizou o<em> \u201cIII Serra do Cip\u00f3 (In) Sustent\u00e1vel &#8211; Sementes para o futuro\u201d<\/em>, na Escola Estadual Dona Francisca Josina da Serra do Cip\u00f3, Santana do Riacho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Foi um momento especial de partilha com a comunidade e gestores locais da Serra do Cip\u00f3 sobre as mensagens que a ci\u00eancia traz sobre a biodiversidade, a import\u00e2ncia dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, bem como os desafios para a sustentabilidade da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1931\" width=\"550\" height=\"450\"\/><figcaption>Palestra sobre os riscos das mudan\u00e7as globais nas intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e biodiversidade da regi\u00e3o. <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Foram apresentados e debatidos t\u00f3picos de relev\u00e2ncia atual como as mudan\u00e7as globais, os impactos decorrentes da convers\u00e3o dos solos na Serra do Cip\u00f3, o ecoturismo predat\u00f3rio, os impactos das vias de escalada na Serra, as invas\u00f5es biol\u00f3gicas por esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, a agroecologia, os impactos do fogo, dentre outros.&nbsp; Al\u00e9m disso, a comunidade foi convocada a participar de tr\u00eas eventos importantes que devem acontecer em breve na Serra: a serra que eu quero, Serra Limpa, e a constru\u00e7\u00e3o&nbsp; de um pacto pelo campo rupestre.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1932\" width=\"550\" height=\"450\"\/><figcaption>Palestra sobre os impactos ambientais gerados por atividades de escalada na regi\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Acreditamos que o di\u00e1logo junto \u00e0 comunidade foi de grande import\u00e2ncia para abordar os principais desafios que afligem o meio ambiente na Serra, e esbo\u00e7armos em conjunto solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para a regi\u00e3o. O evento foi transmitido pelo nosso canal de Youtube e Instagram. Consulte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCylyJaeyZasg1XF2Jt_blHA\/featured\">https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCylyJaeyZasg1XF2Jt_blHA\/featured<\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"240\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2375\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-5.png 850w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-5-300x85.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/rounded-in-photoretrica-5-768x217.png 768w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida em geral \u00e9 muito complexa, pois \u00e9 composta por muitos atores e por muitas engrenagens sociais, \u00e0s quais&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1847,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["post-1846","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-peld-warming-boletins"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Warming - Boletim 007 - LEEB<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Warming - Boletim 007 - LEEB\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A vida em geral \u00e9 muito complexa, pois \u00e9 composta por muitos atores e por muitas engrenagens sociais, \u00e0s quais&hellip;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"LEEB\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/LEEB.UFMG\/?locale=pt_BR\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-05-03T21:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-08-19T00:39:27+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"690\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"213\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"leticia\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"leticia\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"29 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/\",\"url\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/\",\"name\":\"Warming - Boletim 007 - LEEB\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png\",\"datePublished\":\"2022-05-03T21:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2022-08-19T00:39:27+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#\/schema\/person\/6dcafb7696c1ae5288f1d91d8cf166d8\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png\",\"width\":690,\"height\":213},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Warming &#8211; Boletim 007\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#website\",\"url\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/\",\"name\":\"LEEB\",\"description\":\"ICB\/UFMG\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#\/schema\/person\/6dcafb7696c1ae5288f1d91d8cf166d8\",\"name\":\"leticia\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/63a204088b2f2a4b3ad036ec8ff8233c7ee52abe940ad013c57927bb1e563181?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/63a204088b2f2a4b3ad036ec8ff8233c7ee52abe940ad013c57927bb1e563181?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"leticia\"},\"url\":\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/author\/leticia\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Warming - Boletim 007 - LEEB","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Warming - Boletim 007 - LEEB","og_description":"A vida em geral \u00e9 muito complexa, pois \u00e9 composta por muitos atores e por muitas engrenagens sociais, \u00e0s quais&hellip;","og_url":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/","og_site_name":"LEEB","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/LEEB.UFMG\/?locale=pt_BR","article_published_time":"2022-05-03T21:00:00+00:00","article_modified_time":"2022-08-19T00:39:27+00:00","og_image":[{"width":690,"height":213,"url":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png","type":"image\/png"}],"author":"leticia","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"leticia","Est. tempo de leitura":"29 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/","url":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/","name":"Warming - Boletim 007 - LEEB","isPartOf":{"@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png","datePublished":"2022-05-03T21:00:00+00:00","dateModified":"2022-08-19T00:39:27+00:00","author":{"@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#\/schema\/person\/6dcafb7696c1ae5288f1d91d8cf166d8"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#primaryimage","url":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png","contentUrl":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png","width":690,"height":213},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-007\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Warming &#8211; Boletim 007"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#website","url":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/","name":"LEEB","description":"ICB\/UFMG","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#\/schema\/person\/6dcafb7696c1ae5288f1d91d8cf166d8","name":"leticia","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/63a204088b2f2a4b3ad036ec8ff8233c7ee52abe940ad013c57927bb1e563181?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/63a204088b2f2a4b3ad036ec8ff8233c7ee52abe940ad013c57927bb1e563181?s=96&d=mm&r=g","caption":"leticia"},"url":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/author\/leticia\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/image-24.png","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1846"}],"version-history":[{"count":35,"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1846\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2470,"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1846\/revisions\/2470"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1847"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}