{"id":2459,"date":"2022-11-23T23:05:55","date_gmt":"2022-11-23T23:05:55","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/?p=2459"},"modified":"2023-03-22T16:46:38","modified_gmt":"2023-03-22T16:46:38","slug":"warming-boletim-009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/warming-boletim-009\/","title":{"rendered":"Warming &#8211; Boletim 009"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized wp-duotone-rgb92553-rgba23213228094-1\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Ativo-2-1-1024x234.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2610\" width=\"840\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Ativo-2-1-1024x234.png 1024w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Ativo-2-1-300x68.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Ativo-2-1-768x175.png 768w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Ativo-2-1-1536x350.png 1536w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Ativo-2-1-2048x467.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"editorial\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O mundo continua a girar ininterruptamente, como se n\u00e3o exist\u00edssemos. Mas isso apenas por enquanto, pois continuamos a todo o tempo testando nossa capacidade de interromper os ciclos naturais que sustentam os ecossistemas e a vida.&nbsp; N\u00e3o obstante o aumento das a\u00e7\u00f5es contra o meio ambiente que nos cerca e nos propicia a vida, muitos de n\u00f3s se empenham em consertar os impactos causados por outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Neste n\u00famero do Warming trazemos as contribui\u00e7\u00f5es do projeto de Pesquisas Ecol\u00f3gicas de Longa Dura\u00e7\u00e3o do CNPq, que nos ajudam a restaurar um dos ecossistemas mais extremos do planeta, o campo rupestre.&nbsp; Tamb\u00e9m informamos ao leitor sobre os mais recentes dados acerca da relev\u00e2ncia dos microrganismos nas nossas tentativas de restaurar as \u00e1reas degradadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Um outro tema abordado nessa edi\u00e7\u00e3o \u00e9 o desaparecimento dos polinizadores, mais especificamente as abelhas, um caso que preocupa muito os estudiosos do meio ambiente em todo o mundo. Relatamos uma pesquisa de vital relev\u00e2ncia para o pa\u00eds, o das doen\u00e7as e pragas em api\u00e1rios do Brasil e trazemos mais informa\u00e7\u00f5es sobre os efeitos do fogo nos ecossistemas naturais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Outro aspecto de grande import\u00e2ncia, embora poucos ainda conhe\u00e7am, \u00e9 o das intera\u00e7\u00f5es entre as formigas e plantas.&nbsp; Mais comuns do que parecem, essas intera\u00e7\u00f5es podem ser muito importantes nos ecossistemas naturais e tamb\u00e9m nos processos de restaura\u00e7\u00e3o ambiental.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Por fim, uma entrevista com a renomada pesquisadora argentina, Lorena Ashworth, que nos conta sua trajet\u00f3ria cient\u00edfica e como ela vislumbra o desenvolvimento da sua \u00e1rea de pesquisa no futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desejamos uma boa leitura!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\" id=\"cerrado\"><img decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-13.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2473\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-13.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-13-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-13-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O Cerrado \u00e9 o segundo maior bioma brasileiro e inclui diferentes tipos de ecossistemas, entre eles: matas ciliares, florestas secas, savanas e campos. As savanas dominam a paisagem do Cerrado, sendo caracterizadas por uma vegeta\u00e7\u00e3o aberta, com \u00e1rvores de baixo porte espa\u00e7adas e predom\u00ednio de esp\u00e9cies de gram\u00edneas e herb\u00e1ceas. O predom\u00ednio desses ecossistemas abertos contribuiu para que o Cerrado fosse historicamente confundido com \u00e1reas degradadas, que precisavam de interven\u00e7\u00f5es para que pudessem se tornar florestas tropicais (por muito tempo entendidas como o \u00e1pice dos processos sucessionais) ou para se tornarem terras para agricultura e da pecu\u00e1ria. Apesar dessa vis\u00e3o limitada, esse bioma abriga mais de 300.000 esp\u00e9cies de animais e mais de 13.000 esp\u00e9cies de plantas. \u00c9 importante ressaltar que muitas dessas plantas s\u00e3o end\u00eamicas, ou seja, n\u00e3o ocorrem em nenhum outro lugar do mundo!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">A rica biodiversidade de plantas e animais do Cerrado est\u00e1 amea\u00e7ada porque mais da metade desse bioma j\u00e1 foi destru\u00eddo. Al\u00e9m de muitas esp\u00e9cies correrem o risco de serem extintas, a destrui\u00e7\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o do Cerrado tamb\u00e9m coloca em risco diferentes servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e seus benef\u00edcios para a humanidade, como o provimento de \u00e1gua. Caso a degrada\u00e7\u00e3o do Cerrado aumente, grande parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira pode ficar sem \u00e1gua, pois \u00e9 nesse bioma que nascem os rios que formam seis das oito bacias hidrogr\u00e1ficas do Brasil: Amaz\u00f4nica, Araguaia, S\u00e3o Francisco, Paran\u00e1\/Paraguai, Atl\u00e2ntico Norte\/Nordeste e Atl\u00e2ntico Leste.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/7dcDydjYvZpL42BCE8RBXa24IU2lBEksPXCkM9fIvJrgBlsuxrv49gMKNqVRiiR5EzJNwnMiwmZE0vsQHfx5X1aHPZzbNEysL5bvW52ed49v-eGLrXmsA5ru2hQAkTGwBnM0o3_dWSJv4c8CmeXQbg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Paisagem de cerrado na Serra do Cip\u00f3, MG, Brasil. Foto: R. Solar.<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Um dos caminhos para evitarmos a perda da biodiversidade e dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos do Cerrado \u00e9 atrav\u00e9s da conserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas remanescentes. No entanto, como as taxas de degrada\u00e7\u00e3o continuam aumentando, \u00e9 necess\u00e1rio que al\u00e9m de conservar as \u00e1reas nativas remanescentes, as \u00e1reas degradadas passem pelo processo de restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. A restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica busca restabelecer, na \u00e1rea degradada, o ecossistema nativo preexistente e pode ocorrer de forma passiva ou ativa. No caso da restaura\u00e7\u00e3o passiva, o que ocorre \u00e9 que as causas de degrada\u00e7\u00e3o s\u00e3o retiradas e a vegeta\u00e7\u00e3o se restabelece naturalmente, em um processo chamado de regenera\u00e7\u00e3o natural. Por outro lado, na restaura\u00e7\u00e3o ativa, al\u00e9m de retirar as causas de degrada\u00e7\u00e3o, outras a\u00e7\u00f5es s\u00e3o estabelecidas para que a vegeta\u00e7\u00e3o se restabele\u00e7a, por exemplo, com o plantio de mudas ou a semeadura de sementes.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/restauracao-ativa-passiva-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2540\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Formas de restabelecer o ecossistema nativo mediante restaura\u00e7\u00e3o passiva ou ativa.<\/sub><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Contudo, a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica no nosso pa\u00eds tem origem nos ecossistemas florestais e historicamente tem negligenciado os ecossistemas abertos, como os do Cerrado, dentre eles o campo rupestre. Como os ecossistemas florestais e abertos diferem muito em sua estrutura e funcionamento, t\u00e9cnicas empregadas para restaurar florestas na maioria das vezes n\u00e3o s\u00e3o adequadas para restaura\u00e7\u00e3o das savanas do Cerrado. Nesse contexto, procuramos entender como as pr\u00e1ticas de restaura\u00e7\u00e3o t\u00eam sido feitas no Cerrado e se as caracter\u00edsticas desses ecossistemas abertos estavam sendo consideradas e respeitadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Buscamos tra\u00e7ar um panorama sobre a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica do Cerrado, identificando os locais onde ela tem acontecido, se a abordagem usada era passiva ou ativa, se as plantas utilizadas na restaura\u00e7\u00e3o ativa eram nativas daquele ecossistema e se a propor\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies arb\u00f3reas, arbustivas e herb\u00e1ceas era respeitada. Para fazer esse estudo, fizemos uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura e extra\u00edmos dos artigos selecionados essas informa\u00e7\u00f5es de interesse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Os dados encontrados indicam que apesar do crescente interesse na restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica do Cerrado, muitos dos seus ecossistemas ainda n\u00e3o t\u00eam sido foco das iniciativas de restaura\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, muitas iniciativas n\u00e3o est\u00e3o de fato buscando restabelecer os ecossistemas nativos, configurando apenas pr\u00e1ticas de florestamento (estabelecimento de florestas em \u00e1reas onde antes existiam savanas), o que evidencia a influ\u00eancia das pr\u00e1ticas de restaura\u00e7\u00e3o florestais. Nesse sentido, tamb\u00e9m notamos que a maioria das esp\u00e9cies de plantas usadas para restaurar \u00e1reas degradadas de Cerrado s\u00e3o \u00e1rvores, apesar da grande diversidade e da maior parte das esp\u00e9cies desse bioma serem esp\u00e9cies de porte herb\u00e1ceo e gram\u00edneas. Outro aspecto observado \u00e9 que muitas iniciativas de restaura\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam objetivo de pesquisa bem determinado ou n\u00e3o estabelecem com clareza qual o ecossistema de refer\u00eancia &#8211; aquele ecossistema que existia originalmente no local.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Perspectivas futuras para avan\u00e7ar na restaura\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas no Cerrado devem prezar primariamente pelo estabelecimento de objetivos claros. Al\u00e9m disso, novas ferramentas e abordagens podem auxiliar no planejamento da restaura\u00e7\u00e3o, como o desenvolvimento de t\u00e9cnicas para propaga\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies herb\u00e1ceas para serem utilizadas na restaura\u00e7\u00e3o. Por outro lado, \u00e9 fundamental que os \u00f3rg\u00e3os ambientais tenham seus quadros funcionais atualizados e a popula\u00e7\u00e3o esteja bem informada a partir de conhecimento cient\u00edfico, para que tenhamos direito a um ambiente equilibrado e saud\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Medeiros, N. F., Fernandes, G. W., Rabello, A. M., Bahia, T. O., Solar, R. C. 2022. Can our current knowledge and practice allow ecological restoration in the Cerrado? Anais da Academia Brasileira de Ci\u00eancias 94:e20200665. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/0001-3765202120200665\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/0001-3765202120200665<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Fernandes, G. W., Coelho, M. S., Machado, R. B., Ferreria, M. E. Aguiar, L. M. S., Scariot, A., Lopes, C. R. 2016. Afforestation of savannas: an impending ecological disaster. Natureza &amp; Conserva\u00e7\u00e3o, 14:146-151. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ncon.2016.08.002\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ncon.2016.08.002<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Fernandes, G. W., Pedroni, F., Sanchez, M., Scariot, A., Aguiar, L. M. S., Ferreira, G., Machado, R., Ferreira, M. E., Diniz, S., Pinheiro, R., Costa, J. A. S., Dirzo, R., Muniz, F. 2018. Cerrado: em busca de solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. 2. ed. 211p.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por:<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"380\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autorianatalia.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2497\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autorianatalia.png 400w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autorianatalia-300x285.png 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\" id=\"fungo\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2511\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Vamos supor A preocupa\u00e7\u00e3o com a restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas tem crescido de forma constante nos \u00faltimos anos, a ponto de as Na\u00e7\u00f5es Unidas declararem o per\u00edodo de 2021 a 2030 como a \u201cD\u00e9cada da Restaura\u00e7\u00e3o de Ecossistemas\u201d. A explora\u00e7\u00e3o de recursos minerais se encontra entre as atividades humanas de maior impacto devido aos s\u00e9rios preju\u00edzos ao funcionamento dos ecossistemas. Desta forma, a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas em terras mineradas tem se tornado um importante desafio para cientistas, entes de controle e a sociedade em geral. Os fungos micorr\u00edzicos arbusculares (FMA) t\u00eam sido utilizados como uma das ferramentas biol\u00f3gicas mais promissoras para o estabelecimento e desenvolvimento de plantas em pr\u00e1ticas de restaura\u00e7\u00e3o de terras. Projetos de restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica que consideram e incluem esses microrganismos t\u00eam mostrado maiores chances de sucesso, pois os FMA habitam todos os biomas e est\u00e3o associados a aproximadamente 73% das plantas vasculares!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Um dos principais resultados da associa\u00e7\u00e3o entre plantas e FMA envolve o aumento da absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e nutrientes pelas plantas hospedeiras, o que diminui o estresse das plantas, e melhora o desenvolvimento do habitat em \u00e1reas mineradas que atravessam processos de restaura\u00e7\u00e3o. Tendo em vista a grande relev\u00e2ncia de aumentar a efici\u00eancia da restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas por atividades de minera\u00e7\u00e3o, levantamos os seguintes questionamentos: o uso de in\u00f3culos de FMA aumenta o crescimento das plantas? um in\u00f3culo contendo mais de uma esp\u00e9cie de FMA tem efeitos positivos mais fortes no crescimento das plantas? Os efeitos do in\u00f3culo de FMA no crescimento das plantas dependem do tipo de mineral explorado? E a adi\u00e7\u00e3o de outros microrganismos simbi\u00f3ticos aumenta o efeito positivo do in\u00f3culo de FMA no crescimento das plantas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Para responder essas perguntas, foi realizada uma revis\u00e3o quantitativa de 193 trabalhos publicados na literatura cient\u00edfica para investigar os efeitos dos FMA no crescimento das plantas, considerando v\u00e1rias circunst\u00e2ncias nas quais as \u00e1reas degradadas s\u00e3o encontradas. O objetivo era entender o efeito geral do uso das micorrizas como uma ferramenta de restaura\u00e7\u00e3o e, consequentemente, avaliar as fontes de varia\u00e7\u00e3o nos efeitos da inocula\u00e7\u00e3o de FMA no desenvolvimento de plantas em \u00e1reas degradadas pela minera\u00e7\u00e3o. Pela primeira vez em uma avalia\u00e7\u00e3o quantitativa, demonstramos a import\u00e2ncia da inocula\u00e7\u00e3o de FMAs como t\u00e9cnica de restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas mineradas. Nessas \u00e1reas, o desenvolvimento das plantas \u00e9 prejudicado devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis do substrato minerado, por\u00e9m nossos resultados mostraram que a inocula\u00e7\u00e3o de FMA aumenta o crescimento das plantas em termos de altura e biomassa, tanto da raiz quanto da parte a\u00e9rea.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Esquema_micorrizas.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2488\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Benef\u00edcios dos Fungos micorr\u00edzicos arbusculares para a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Embora os estudos de FMA estejam concentrados em regi\u00f5es temperadas, o in\u00f3culo de FMA promoveu aumentos na biomassa vegetal em substratos minerados independentemente da regi\u00e3o e do tipo ou origem do fungo. A inocula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m melhorou o crescimento das plantas em materiais de dif\u00edcil restaura\u00e7\u00e3o, como est\u00e9ril e rejeitos, mas os efeitos dos FMA dependeram do tipo de mineral explorado. Por exemplo, FMA aumentaram a biomassa da parte a\u00e9rea quando o tipo mineral era carv\u00e3o e ouro. Al\u00e9m disso, os efeitos positivos foram maiores em condi\u00e7\u00f5es de campo, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia da simbiose do fungo para plantas sob condi\u00e7\u00f5es de estresse e consolidando a inocula\u00e7\u00e3o de FMA como uma t\u00e9cnica eficaz para a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas pelas opera\u00e7\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o. Finalmente, investimentos adicionais em estudos de campo de longo prazo sobre os efeitos da inocula\u00e7\u00e3o de FMAs na sobreviv\u00eancia das plantas, reprodu\u00e7\u00e3o, aptid\u00e3o e processos ecol\u00f3gicos relacionados s\u00e3o essenciais para consolidar ainda mais o uso de FMAs na restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas mineradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Com base em nossos resultados, recomendamos o uso de fertilizantes em baixa concentra\u00e7\u00e3o e outros microrganismos para maximizar o desenvolvimento da planta e o sucesso da restaura\u00e7\u00e3o a um custo relativamente baixo. Tamb\u00e9m refor\u00e7amos o uso de fungos micorr\u00edzicos como uma ferramenta que demonstra promover uma recupera\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o mais efetiva de \u00e1reas degradadas pela explora\u00e7\u00e3o mineral em todo o mundo, especialmente em substratos conhecidos por serem os mais dif\u00edceis para o desenvolvimento das plantas (ou seja, substratos de cobertura ou rejeitos). Ressaltamos a imperiosa necessidade de mais estudos sobre FMA e outros organismos rizosf\u00e9ricos em ecossistemas n\u00e3o perturbados para ajudar a identificar e priorizar as esp\u00e9cies mais adequadas para restaura\u00e7\u00e3o, especialmente em regi\u00f5es tropicais. Priorizando o uso de esp\u00e9cies nativas de seu ecossistema de refer\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel evitar problemas com invas\u00f5es biol\u00f3gicas e promover as esp\u00e9cies com maior potencial para a restaura\u00e7\u00e3o. Finalmente, encorajamos os pesquisadores a usar novas ferramentas moleculares para avaliar o papel das rela\u00e7\u00f5es microbiol\u00f3gicas neste processo e identificar as rela\u00e7\u00f5es que podem acelerar e aumentar a efic\u00e1cia da restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas mineradas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">De Moura, A. ML., Oki, Y., Arantes-Garcia, L., Cornelissen, T., Nunes, Y. R. F., Fernandes, G W. 2022. Mycorrhiza fungi application as a successful tool for worldwide mine land restoration: Current state of knowledge and the way forward. Ecological Engineering 178: 106580. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ecoleng.2022.106580\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ecoleng.2022.106580<\/a><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por:<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"620\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autoria-irenee.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2503\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autoria-irenee.png 400w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autoria-irenee-194x300.png 194w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\" id=\"abelhas\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-2-9.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2475\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-2-9.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-2-9-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-2-9-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">As abelhas s\u00e3o essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade por serem os principais polinizadores de plantas nativas e de muitas esp\u00e9cies cultivadas. Apesar de sua extrema import\u00e2ncia, decl\u00ednios de suas popula\u00e7\u00f5es v\u00eam sendo observados em v\u00e1rias partes do mundo, o que tem despertado a preocupa\u00e7\u00e3o global para sua conserva\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores interligados ao desaparecimento das abelhas e suas col\u00f4nias, sendo um deles o impacto de pragas e pat\u00f3genos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Algumas esp\u00e9cies de abelhas s\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0s pragas e doen\u00e7as que outras. Por exemplo,&nbsp; as abelhas que produzem mel, por viverem em col\u00f4nias, acabam aumentando o risco de compartilharem doen\u00e7as. Durante a jornada de uma abelha para levar alimento para sua colmeia, ela pousa em muitas flores que foram visitadas por outras esp\u00e9cies. Nestas flores pode haver agentes patog\u00eanicos como fungos, bact\u00e9rias, v\u00edrus e parasitas que eventualmente acabam sendo levados para colmeia, causando o adoecimento de todos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Normalmente as abelhas possuem uma s\u00e9rie de comportamentos que protegem a colmeia e reduzem o efeito de doen\u00e7as, como o comportamento higi\u00eanico que auxilia na limpeza das crias e adultos que morrem dentro da colmeia. Outros comportamentos importantes s\u00e3o a coleta de resinas de algumas esp\u00e9cies de plantas para a fabrica\u00e7\u00e3o do pr\u00f3polis, que \u00e9 colocado nas frestas das colmeias para impedir a entrada dos inimigos naturais, auxiliar na manuten\u00e7\u00e3o da temperatura da colmeia e ainda utilizado como antimicrobiano e antif\u00fangico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Com a ampla destrui\u00e7\u00e3o das nossas matas e campos, os recursos utilizados pelas abelhas est\u00e3o cada vez mais longe e escassos e, com isso, elas tamb\u00e9m gastam mais tempo e energia indo busc\u00e1-los. Outro fator de enorme relev\u00e2ncia \u00e9 a morte das abelhas causada pelo uso de agrot\u00f3xicos. Assim, as atividades desempenhadas na prote\u00e7\u00e3o da colmeia ficam comprometidas e tem se discutido cada vez mais o aumento de doen\u00e7as e ataques de pragas devido ao enfraquecimento das colmeias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Os principais fatores deste enfraquecimento e das perdas est\u00e3o associados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, fragmenta\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, \u00e0 expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio e ao uso de agrot\u00f3xicos. O cen\u00e1rio \u00e9 preocupante, ocasionando a redu\u00e7\u00e3o do vigor, a alta contamina\u00e7\u00e3o das colmeias por agrot\u00f3xicos e a redu\u00e7\u00e3o dos principais recursos utilizados na defesa e prote\u00e7\u00e3o contra doen\u00e7as tais como o n\u00e9ctar, p\u00f3len e resinas. Nossas abelhas est\u00e3o cada vez mais em risco de adoecerem e desaparecerem! Apesar de todos os desafios impostos \u00e0 sa\u00fade das abelhas, ainda s\u00e3o poucos os estudos que retratam a sanidade ap\u00edcola brasileira e qual o reflexo das pragas e doen\u00e7as na perda das colmeias no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">No \u00e2mbito do projeto PELD-CRSC, realizamos um estudo sobre a incid\u00eancia de pragas e doen\u00e7as em colmeias e seu impacto na redu\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de abelhas, a partir de question\u00e1rios virtuais enviados a apicultores (aqueles que cuidam de abelhas africanizadas, a <em>Apis mellifera<\/em>) e meliponicultores (aqueles que cuidam de abelhas sem ferr\u00e3o ou melipon\u00edneos) distribu\u00eddos em todo o pa\u00eds. Foram registrados sintomas identificados pelos apicultores, tais como a diarreia das abelhas, morte das crias e das oper\u00e1rias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Figura-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2504\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Localiza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es coletadas sobre doen\u00e7as das colmeias pelo Brasil.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Entre as pragas mais frequentes nas colmeias est\u00e1 o \u00e1caro <em>Varroa destructor<\/em>, que \u00e9 um sugador de hemolinfa (o equivalente ao sangue nos insetos) e transmite diversos v\u00edrus para as abelhas. Outros danos frequentes nas colmeias podem ser causados por larvas de mariposa (conhecidas como tra\u00e7a), for\u00eddeos (pequenas moscas) e por pequenos besouros que habitam e se alimentam de p\u00f3len e mel estocado, podendo provocar o colapso da colmeia, quando os n\u00edveis de infesta\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito elevados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O estudo pioneiro evidenciou nitidamente uma perda de cerca de 20% das colmeias brasileiras entre os per\u00edodos 2017 a 2019. Os maiores percentuais de perdas de colmeias est\u00e3o associados \u00e0 presen\u00e7a de pragas e doen\u00e7as que, geralmente, ocorrem ao mesmo tempo, indicando maior enfraquecimento das colmeias. Os resultados mostram tamb\u00e9m que as formigas e as vespas representam os maiores problemas nas colmeias de abelhas africanizadas. O \u00e1caro <em>Varroa<\/em>, apesar de frequente nas colmeias, n\u00e3o parece estar relacionado a grandes perdas de colmeias das abelhas africanizadas. J\u00e1 nas abelhas sem ferr\u00e3o, os maiores danos foram causados por ataques de outras abelhas saqueadoras, formigas e for\u00eddeos. Os for\u00eddeos e as abelhas saqueadoras s\u00e3o pragas comuns nas colmeias de melipon\u00edneos, mas quase n\u00e3o ocorrem em colmeias de <em>A. mellifera<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Figura-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2505\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Morte massiva de abelhas africanizadas <em>Apis mellifera.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O sintoma de doen\u00e7a em comum observado nas colmeias de ambos grupos de criadores (apicultores e meliponicultores) foi a morte das oper\u00e1rias. Este sintoma geralmente \u00e9 observado por a\u00e7\u00e3o de v\u00edrus ou mesmo por envenenamento com&nbsp; agrot\u00f3xicos. Os meliponicultores tiveram maiores perdas pela morte de crias, sintoma relacionado a a\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias e fungos. Os resultados indicam claramente que medidas precisam ser tomadas para evitar a perda silenciosa de nossas abelhas. As consequ\u00eancias dessas perdas podem implicar na redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira, agravando ainda mais os altos custos dos alimentos e ampliando a fome no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Freitas, C. D, Oki, Y., Resende, F., Zamudio, F., Freitas, G. S., Moreira, R. K., Souza, F. A., de Jong, D., Quesada, M., Carvalho, S. A., Pires, C. S. C., Fernandes, G. W. 2022. Impacts of pests and diseases on the decline of managed bees in Brazil: a beekeeper perspective. Journal of Apicultural Research, DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/00218839.2022.2099188\">https:\/\/doi.org\/10.1080\/00218839.2022.2099188<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Novais, S. M. A., Nunes, C. A., Santos, N. B., D\u2019Amico, A. R., Fernandes, G. W.,&nbsp; Quesada,&nbsp; M., Braga, R. F., Neves, A. C. O. 2016. Effects of a possible pollinator crisis on food crop production in Brazil. PLoS ONE 11: 13: e0197396. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1371\/journal.pone.0197396\">https:\/\/doi.org\/10.1371\/journal.pone.0197396<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Mendes dos Santos, F., Beiroz, W., Antonini, Y., Mart\u00e9n-Rodr\u00edguez, S., Quesada, M., Fernandes, G. W.. 2020. Structure and composition of the euglossine bee community along an elevational gradient of rupestrian grassland vegetation. Apidologie 51: 675-687. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s13592-020-00752-7\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s13592-020-00752-7<\/a><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por:<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"620\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/catarinee.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2502\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/catarinee.png 400w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/catarinee-194x300.png 194w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\" id=\"formigas\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-3-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2476\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-3-7.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-3-7-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-3-7-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Ao longo de muitas d\u00e9cadas os ec\u00f3logos t\u00eam levantado v\u00e1rias perguntas a fim de entender o vasto mundo das intera\u00e7\u00f5es envolvendo insetos e plantas. Algumas das quest\u00f5es mais intrigantes s\u00e3o: Como os insetos identificam e selecionam as plantas mais prop\u00edcias para se alimentar e construir ninhos? Como as plantas se defendem do ataque dos insetos que consomem suas folhas e flores? Como as intera\u00e7\u00f5es entre insetos e plantas se sustentam para termos essa elevada diversidade de insetos e plantas que temos hoje?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">As plantas, como produtores prim\u00e1rios, s\u00e3o um dos principais recursos b\u00e1sicos para as teias de alimenta\u00e7\u00e3o terrestres; por outro lado, estima-se que os insetos consumam at\u00e9 15% de toda essa biomassa vegetal por ano! A evolu\u00e7\u00e3o dessas intera\u00e7\u00f5es \u00e9 moldada tanto por caracter\u00edsticas ambientais (disponibilidade de \u00e1gua, nutrientes, luz, calor), quanto por intera\u00e7\u00f5es entre os pr\u00f3prios grupos de insetos.&nbsp; Mas, entender toda essa trama de intera\u00e7\u00f5es representa um desafio para os cientistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Caracter\u00edsticas ambientais potencialmente estressantes, como baixa fertilidade do solo, temperaturas extremas e priva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua afetam diretamente a vida e o desenvolvimento das plantas. As respostas das plantas a estes &#8220;estresses ambientais\u201d incluem redu\u00e7\u00e3o do crescimento e folhas duras e de baixa qualidade nutricional. Essas caracter\u00edsticas da planta influenciam diretamente a intera\u00e7\u00e3o com outros organismos. Por exemplo, plantas com maior disponibilidade de \u00e1gua e nitrog\u00eanio em seus tecidos s\u00e3o mais palat\u00e1veis para os insetos. Por outro lado, as folhas mais escler\u00f3filas (mais carbono e ligninas nos tecidos) s\u00e3o menos palat\u00e1veis, mas favorecem outros grupos de organismos, como os insetos que induzem tumores ou c\u00e2ncer nas plantas.&nbsp; Desta forma, os organismos que vivem em ambientes como a Canga e o Campo rupestre, que possuem baixa disponibilidade de nutrientes e \u00e1gua, necessitam de adapta\u00e7\u00f5es para sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">A sobreviv\u00eancia das plantas no ambiente n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil e, por isso, elas desenvolveram algumas estrat\u00e9gias para tentar diminuir os danos causados pelos herb\u00edvoros. Neste sentido, destaca-se a produ\u00e7\u00e3o de nect\u00e1rios extraflorais (gl\u00e2ndulas secretoras de um n\u00e9ctar a\u00e7ucarado), que s\u00e3o valiosos recursos para as formigas. Como resultado, o comportamento agressivo das formigas se transforma em um servi\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s plantas, pois elas removem os herb\u00edvoros que podem danificar as plantas que produzem esse n\u00e9ctar.&nbsp; Assim, se tornam parceiras das plantas, ou seja, mutualistas!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Compreendendo que a baixa disponibilidade de nutrientes e de \u00e1gua afeta as intera\u00e7\u00f5es das plantas com muitos grupos de insetos e, que a disponibilidade de nect\u00e1rios extraflorais pode influenciar o papel de prote\u00e7\u00e3o das formigas, n\u00f3s buscamos entender como altera\u00e7\u00f5es na disponibilidade de nect\u00e1rios extraflorais e o aumento de nutrientes e \u00e1gua para a planta alteram a qualidade dos tecidos da planta e, consequentemente, as intera\u00e7\u00f5es com as comunidades de insetos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Para isso, realizamos um experimento com a planta copa\u00edba, ou p\u00e1u-d\u2019\u00f3leo (<em>Copaifera langsdorffii)<\/em>, para testar nossas hip\u00f3teses. Para melhorar a qualidade nutricional das plantas, adubamos alguns indiv\u00edduos de copa\u00edba com um bioestimulante foliar a cada 15 dias. Em outros indiv\u00edduos borrifamos unicamente com \u00e1gua. Para simular a presen\u00e7a cont\u00ednua dos nect\u00e1rios, utilizamos microtubos contendo um algod\u00e3o embebido em solu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar. Fixamos cada um destes microtubos na extremidade dos galhos pr\u00f3ximos \u00e0s folhas, onde as formigas tinham livre acesso.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/MG_9768_teste4-1024x526.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2546\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Experimento de simula\u00e7\u00e3o de nect\u00e1rio extrafloral com \u00e1gua a\u00e7ucarada.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Observamos que as plantas que receberam suplementa\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e nutrientes apresentaram folhas maiores e menos duras. Por\u00e9m essas folhas apresentaram mais danos causados por insetos. Por outro lado, as plantas que receberam suplementa\u00e7\u00e3o de nect\u00e1rios apresentaram menores danos e maior abund\u00e2ncia de formigas. Assim, uma maior presen\u00e7a de formigas nas plantas diminuiu os danos causados \u200b\u200bpor insetos herb\u00edvoros.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/MG_9790_teste3-831x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2545\" width=\"401\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/MG_9790_teste3-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/MG_9790_teste3-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Formiga <em>Camponotus rufipes<\/em> se alimentando de um nect\u00e1rio artificial.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Este trabalho mostrou como as varia\u00e7\u00f5es na disponibilidade de nutrientes para as plantas modificam as intera\u00e7\u00f5es com as comunidades de insetos.&nbsp;Al\u00e9m de enfatizar como a associa\u00e7\u00e3o mutualista entre formigas e plantas pode ser ben\u00e9fica. O estudo das intera\u00e7\u00f5es entre ambiente e as comunidades biol\u00f3gicas ajuda a entender o funcionamento da complexidade dos ecossistemas e fornece dire\u00e7\u00e3o para entender os impactos das mudan\u00e7as globais, como mudan\u00e7as nos ciclos de chuvas e escassez de \u00e1gua, que j\u00e1 ocorrem e devem aumentar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas em fun\u00e7\u00e3o do grande impacto que a esp\u00e9cie humana tem causado no planeta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Ramos, L., Fagundes, M., Boanares, D., Fernandes, G. W., Solar, R. 2022. Experimental manipulation of biotic and abiotic parameters changes the outcome of insect-plant interactions. Basic and Applied Ecology. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.baae.2022.04.002\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.baae.2022.04.002<\/a><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por:<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"380\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autorialeticia.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2499\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autorialeticia.png 400w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/autorialeticia-300x285.png 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\" id=\"Prometeu\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2500\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-1.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-1-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-1-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O Cerrado \u00e9 um pirobioma, ou o bioma do fogo. Isso quer dizer que ele depende e foi moldado pelo fogo. O Cerrado evoluiu sob a press\u00e3o de queimadas naturais causadas por raios durante mais de 40 milh\u00f5es de anos, al\u00e9m daquelas causadas por seres humanos por pelo menos 12 mil anos. Na aus\u00eancia do fogo, o Cerrado poderia se tornar uma grande floresta tropical, de acordo com alguns pesquisadores. Muitas esp\u00e9cies do Cerrado s\u00e3o tolerantes \u00e0s queimadas. Essas esp\u00e9cies apresentam caracter\u00edsticas que lhes confere certa resist\u00eancia \u00e0s altas temperaturas, tais como camadas externas de tecidos mortos nos caules e ra\u00edzes, bem como ra\u00edzes e caules subterr\u00e2neos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">A sempre-viva <em>Actinocephalus polyanthus, <\/em>esp\u00e9cie t\u00edpica do campo rupestre, produz suas sementes ap\u00f3s as queimadas, dependendo assim do fogo para se reproduzir. Muitas esp\u00e9cies do Cerrado tem seus caules e troncos dentro da terra, com apenas galhos saindo para fora! Quanto aos animais do Cerrado, muitas esp\u00e9cies s\u00e3o capazes de migrar para \u00e1reas pr\u00f3ximas n\u00e3o-queimadas e retornar depois do fogo, enquanto outras se escondem em tocas e buracos. Mas, isso apenas quando as queimadas s\u00e3o de baixa intensidade, em pequenas \u00e1reas e em mosaicos durante per\u00edodos mais \u00famidos, como aconteceu nos milhares de anos de evolu\u00e7\u00e3o do bioma. O problema \u00e9 que esses inc\u00eandios praticamente n\u00e3o ocorrem mais como no passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2495\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rebrota da  sempre-viva <em>Actinocephalus polyanthus<\/em> ap\u00f3s o fogo.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">No per\u00edodo de sua vida em Lagoa Santa, o naturalista dinamarqu\u00eas Eugene Warming (1841-1924) escreveu sobre como o fogo forja a paisagem em seu famoso e pioneiro livro sobre o Cerrado. Impressionado com a velocidade com que as paisagens se transformam ap\u00f3s as queimadas, descreveu a beleza com que as flores brotavam do solo como \u201c<em>a mais bela paisagem rica em flores que eu j\u00e1 vi na minha vida foi a queimada em outubro<\/em>\u201d. Isto s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel devido ao fato de que as plantas que habitam estes ambientes destinam recursos para rebrotar e se reproduzir ap\u00f3s um evento de fogo como uma estrat\u00e9gia para garantir sua sobreviv\u00eancia. Para quem conhece o bioma de perto, sabe que o fogo induz a flora\u00e7\u00e3o, tingindo a paisagem com suas floradas multicoloridas sobre o ch\u00e3o de carv\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, espere. Por que esse bioma, que depende do fogo, est\u00e1 sendo destru\u00eddo pelo mesmo processo que o criou?!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Os regimes de queimadas no passado s\u00e3o completamente diferentes dos padr\u00f5es observados nos dias de hoje. As mudan\u00e7as no uso do solo e clima, a realiza\u00e7\u00e3o das queimadas no final da esta\u00e7\u00e3o seca, de forma intensiva e extensiva, leva a destrui\u00e7\u00e3o dos ecossistemas do Cerrado afetando at\u00e9 mesmo as esp\u00e9cies tolerantes ao fogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Figura-2_-fogo-cerrado-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2494\" width=\"500\" height=\"450\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Inc\u00eandio na Serra do Cip\u00f3, MG, em setembro de 2022.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Ainda mais complexo \u00e9 o efeito do fogo nos diferentes ecossistemas do Cerrado. Enquanto os campos e ambientes abertos s\u00e3o adaptados \u00e0s queimadas localizadas, as florestas n\u00e3o possuem nenhum tipo de adapta\u00e7\u00e3o ao fogo. Quando o fogo de alta intensidade atinge as florestas, particularmente aqueles com altas chamas, as folhas, galhos e troncos entram em combust\u00e3o, causando queimadas de grande escala, levando \u00e0 mortalidade em massa de plantas e bichos, al\u00e9m de emitirem grande quantidade de gases de efeito estufa. Dessa forma, as queimadas atuais s\u00e3o um dos principais causadores de destrui\u00e7\u00e3o do Cerrado. Para piorar, pol\u00edticas pr\u00f3-fogo, cortes no or\u00e7amento do monitoramento e combate aos inc\u00eandios e corte nas pesquisas cient\u00edficas ampliam ainda mais o caos ambiental no Cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O manejo adequado do fogo no Cerrado, bem como o monitoramento, preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0s queimadas desastrosas deve ser prioridade para todos os setores da sociedade, incluindo o governo. Como o Brasil \u00e9 totalmente dependente do Cerrado para provis\u00e3o de \u00e1gua e alimento, a destrui\u00e7\u00e3o do bioma acarretar\u00e1 em perdas sociais profundas e irrecuper\u00e1veis. Na mitologia grega, Prometeu foi castigado por roubar o fogo de Zeus e entregar aos seres humanos. Talvez, o castigo de nossa sociedade pela falta de manejo adequado do fogo, seja a perda do Cerrado, al\u00e9m de todas as belezas e servi\u00e7os ambientais que este bioma nos propicia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais sobre o combate \u00e0s queimadas na Serra do Cip\u00f3:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/brigada_cipo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/brigada_cipo\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por:<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"800\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2506\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-2.png 400w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-2-150x300.png 150w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\" id=\"Lorena\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-4-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2477\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-4-6.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-4-6-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/rounded-in-photoretrica-4-6-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Lorena-1-829x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2462\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Lorena-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Lorena-1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Lorena \u00e9 Doutora em Biologia pela Universidade Nacional de C\u00f3rdoba (Argentina) e realizou p\u00f3s-doutorado no Centro de Investigaciones en Ecosistemas na Universidad Nacional Aut\u00f3noma do M\u00e9xico (UNAM). O foco do seu trabalho inclui investigar a diversidade de intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas que as plantas estabelecem com outros organismos, como os polinizadores e herb\u00edvoros. Especificamente, ela busca entender como as intera\u00e7\u00f5es podem afetar a reprodu\u00e7\u00e3o e o vigor das plantas, como isso se relaciona com a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade e com os benef\u00edcios que as plantas fornecem \u00e0 sociedade. Recentemente, ela tem estudado o efeito da qualidade da poliniza\u00e7\u00e3o e da herbivoria nas propriedades das plantas medicinais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Editorial Warming: <\/strong>Conta um pouco sobre voc\u00ea<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lorena:<\/strong> Sou Lorena Ashworth, argentina e bi\u00f3loga. Estou aqui acompanhando Ramiro Aguilar, meu parceiro, tamb\u00e9m bi\u00f3logo e pesquisador. Estou muito feliz com a experi\u00eancia que estou vivendo junto a colegas e amigos da Universidade Federal de Minas Gerais. Fiz o ensino fundamental e m\u00e9dio numa cidade chamada Tilisarao, no interior da prov\u00edncia de San Luis (Argentina) e depois me mudei para C\u00f3rdoba para entrar na Universidade. Cursei biologia na Universidade Nacional de C\u00f3rdoba, onde depois tamb\u00e9m fiz meu doutorado em Biologia. Atualmente, sou pesquisadora do CONICET (Conselho Nacional de Pesquisas Cient\u00edficas e T\u00e9cnicas) e trabalho no Instituto Multidisciplinar de Biologia Vegetal (IMBIV). Deste percurso, deduz-se que devo a minha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e a possibilidade de trabalhar naquilo que gosto \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e gratuita ao qual serei eternamente grata.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EW: <\/strong>Porque voc\u00ea decidiu ser cientista?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LA: <\/strong>Decidi ser cientista porque \u00e9 um trabalho que envolve criatividade e dinamismo, o qual requer que voc\u00ea use a imagina\u00e7\u00e3o e pense muito, al\u00e9m de poder escolher ou mudar o assunto de pesquisa no ritmo que cada pessoa decida e conforme v\u00e3o surgindo novas inc\u00f3gnitas e desafios. Sou muito observadora da natureza e gosto de desenvolver novas ideias e explica\u00e7\u00f5es diferentes das tradicionais. Nesta tarefa de pensar e imaginar, muitas vezes fa\u00e7o o exerc\u00edcio de \u201cligar os pontos\u201d entre ideias existentes para propor explica\u00e7\u00f5es diferentes e, por vezes, controversas. Al\u00e9m disso, desenhar experimentos e estrat\u00e9gias para testar essas ideias tamb\u00e9m me parecem desafios interessantes e divertidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EW: <\/strong>Porque escolheu estudar biologia (numa perspectiva geral)?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LA: <\/strong>A habilidade de observar a natureza foi incentivada por minha m\u00e3e e meu pai no n\u00facleo familiar, pois na cidade onde mor\u00e1vamos a rela\u00e7\u00e3o com plantas e animais era muito pr\u00f3xima e havia uma grande riqueza de conhecimento popular sobre esses organismos. Quando crian\u00e7a, eu e meus irmanes tivemos muitos animais de estima\u00e7\u00e3o, principalmente animais selvagens que encontr\u00e1vamos feridos ou perdidos, como urub\u00fa, emas, beija-flores, entre muitos outros, ou animais que simplesmente quer\u00edamos alimentar e ver crescer, como larvas de borboletas ou girinos. Cuidando desses bichinhos aprendi muito sobre intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, principalmente sobre preda\u00e7\u00e3o entre animais e tamb\u00e9m sobre metamorfose. Foi assim que surgiu meu interesse pela biologia. J\u00e1 no primeiro ano de faculdade, as aulas emocionantes do professor e pesquisador Gabriel Bernardello e seu relato sincero sobre o que significa o trabalho de cientista foram fundamentais para finalmente me convencer de que era o curso que eu queria estudar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EW: <\/strong>O que voc\u00ea faz hoje em dia? explica um pouco sobre sua linha de pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LA: <\/strong>De forma geral, hoje minha linha de pesquisa \u00e9 sobre o papel das intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas como fornecedoras de benef\u00edcios para a sociedade. Na maioria das vezes, o foco \u00e9 nas plantas, ent\u00e3o as intera\u00e7\u00f5es que eu estudo s\u00e3o planta-polinizador, planta-fungos, planta-herb\u00edvoro. Atualmente tenho interesse em avaliar se polinizadores, herb\u00edvoros e micorrizas modificam o perfil qu\u00edmico e a bioatividade de plantas silvestres com potencial medicinal. Tamb\u00e9m estamos desenvolvendo estudos sobre o quanto certas esp\u00e9cies de plantas dependem de polinizadores para se reproduzir sexualmente e as consequ\u00eancias da poliniza\u00e7\u00e3o animal no sucesso das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es de plantas. Esta \u00faltima ideia \u00e9 testada com plantas nativas ornamentais, medicinais e comest\u00edveis, e tamb\u00e9m em culturas cujos frutos e sementes consumimos como alimento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Lorena-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2463\" width=\"450\" height=\"500\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Experimento com biologia reprodutiva de plantas no campo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EW: <\/strong>Como voc\u00ea enxerga o futuro dessa \u00e1rea que voc\u00ea trabalha?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LA: <\/strong>Acredito que a \u00e1rea em que trabalho tem um enorme potencial pela frente. As quest\u00f5es s\u00e3o simples, \u00e9 ci\u00eancia b\u00e1sica, de baixo custo, e o conhecimento que se produz \u00e9 muito importante e \u00fatil em termos ecol\u00f3gicos e sociais. A degrada\u00e7\u00e3o que a humanidade est\u00e1 produzindo nos ecossistemas naturais \u00e9 alarmante e leva, entre outras coisas, \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, intera\u00e7\u00f5es, degrada\u00e7\u00e3o dos ecossistemas e qualidade de vida. O objetivo final do meu trabalho de pesquisa \u00e9 contribuir para a conserva\u00e7\u00e3o da natureza e, para conservar ou restaurar, \u00e9 necess\u00e1rio saber como funciona o arranjo ecol\u00f3gico, entre quais esp\u00e9cies ocorrem as intera\u00e7\u00f5es e o quanto essas esp\u00e9cies dependem dessas intera\u00e7\u00f5es para sobreviver. No momento, o foco est\u00e1 nas plantas \u00fateis para os humanos, mas no futuro a ideia \u00e9 gerar conhecimento para qualquer esp\u00e9cie. Escolhi esse conjunto de plantas estrategicamente, pensando em uma forma pr\u00e1tica de instalar esse tema na sociedade local. Com a concep\u00e7\u00e3o antropoc\u00eantrica que ainda predomina no mundo, acredito que seja mais f\u00e1cil justificar a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o pelos benef\u00edcios diretos e tang\u00edveis que n\u00f3s, seres humanos, obtemos da natureza (alimentos, rem\u00e9dios), do que justificar a conserva\u00e7\u00e3o baseada no mesmo direito \u00e0 vida que t\u00eam todas as esp\u00e9cies que habitam o planeta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao conhecermos as rela\u00e7\u00f5es e interdepend\u00eancias entre as esp\u00e9cies que comp\u00f5em os ecossistemas, garantimos ferramentas indispens\u00e1veis para realizar a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o da biodiversidade de forma sustent\u00e1vel. Na minha concep\u00e7\u00e3o, as interven\u00e7\u00f5es externas deveriam ser m\u00ednimas, e visando facilitar a recupera\u00e7\u00e3o dos sistemas por conta pr\u00f3pria, para n\u00e3o depender do manejo constante de esp\u00e9cies como acontece com os polinizadores da maioria das culturas sob manejo convencional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resumindo, acredito que esta \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de estar esgotada e, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 extremamente atual. A partir do conhecimento que produzimos, podemos fornecer informa\u00e7\u00f5es muito valiosas para colaborar na resolu\u00e7\u00e3o de problemas ambientais e ecol\u00f3gicos cada vez mais frequentes e importantes nas agendas governamentais e n\u00e3o governamentais, nacionais e internacionais. Por fim, para que essa sucess\u00e3o de eventos ocorra, devemos sempre lembrar que gerar conhecimento \u00e9 t\u00e3o importante quanto dissemin\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\" id=\"Esp\u00e9cie-em-destaque\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"130\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Copia-de-Titulos-009.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2589\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Copia-de-Titulos-009.png 860w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Copia-de-Titulos-009-300x45.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Copia-de-Titulos-009-768x116.png 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Esp\u00e9cie em destaque:<\/strong><em> Collaea cipoensis<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"Esp\u00e9cie-em-destaque\">Embora pare\u00e7a ser uma planta qualquer, este arbusto da fam\u00edlia das leguminosas, como o feij\u00e3o, ostenta algumas particularidades que a tornam um \u00f3timo modelo de estudos na biologia. Ela \u00e9 uma planta <strong>end\u00eamica <\/strong>da Serra do Cip\u00f3, o que significa que pode ser encontrada exclusivamente em pequenas popula\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Fig.-01-1024x681.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2588\" width=\"407\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Fig.-01-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Fig.-01-300x199.jpg 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Fig.-01-768x511.jpg 768w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Fig.-01-1536x1021.jpg 1536w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Fig.-01-2048x1362.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 407px) 100vw, 407px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro aspecto interessante, \u00e9 que ela depende exclusivamente de beija-flores para gerar frutos, o que na ci\u00eancia se conhece como esp\u00e9cie <strong>auto-incompat\u00edvel<\/strong>. Contudo, numerosos insetos, como abelhas, vespas e formigas, aproveitam os recursos das suas flores (n\u00e9ctar, p\u00f3len e tecido) como fonte de alimento, sem oferecer nenhum <strong>servi\u00e7o de poliniza\u00e7\u00e3o<\/strong> para a planta. Consequentemente, e apesar de produzir flores ao longo do ano, apenas cerca de 20% das suas flores se transformam em frutos com sementes, o que representa um desafio para a sua reprodu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Esfor\u00e7os que visam a <strong>restaura\u00e7\u00e3o<\/strong> de ambientes degradados no campo rupestre da Serra do Cip\u00f3, recomendam seu plantio devido a que estas plantas produzem flores e frutos relativamente r\u00e1pido, s\u00e3o tolerantes ao alto teor de alum\u00ednio no solo e est\u00e3o associadas com pequenos cursos de \u00e1gua, mediante os quais suas semetes se dispersam, dando origem a uma nova gera\u00e7\u00e3o de plantas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"visita-internacional\"><strong>Visita internacional<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Palestra_Gabriela-Muller-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2586\" width=\"380\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Palestra_Gabriela-Muller-1024x1024.png 1024w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Palestra_Gabriela-Muller-300x300.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Palestra_Gabriela-Muller-150x150.png 150w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Palestra_Gabriela-Muller-768x768.png 768w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Palestra_Gabriela-Muller-1536x1536.png 1536w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Palestra_Gabriela-Muller-2048x2048.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o m\u00eas de agosto recebemos a visita da professora Gabriela M\u00fcller, Doutora em Ci\u00eancia Atmosf\u00e9rica pela Universidad de Buenos Aires, \u00e9 atualmente, pesquisadora na Universidad del Litoral (Argentina). Gabriela trabalha principalmente com eventos clim\u00e1ticos extremos, especificamente de frio, tanto do ponto de vista da variabilidade clim\u00e1tica quanto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"visita-internacional\">Durante sua visita, Gabriela compartilhou os resultados recentes sobre as influ\u00eancias atmosf\u00e9ricas e oce\u00e2nicas na seca entre 2019 e 2020 na Am\u00e9rica do Sul. A visita promoveu um di\u00e1logo \u00fanico integrando climatologia e ecologia, o qual possibilitou uma discuss\u00e3o sobre os alcances e desafios no enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as globais na regi\u00e3o. Ela tamb\u00e9m visitou as esta\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas dos s\u00edtios do PELD-CRSC e acordamos uma coopera\u00e7\u00e3o para participar na an\u00e1lise dos dados climatol\u00f3gicos monitorados na Serra do Cip\u00f3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"PELD\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"PELD\"><strong>Comemora\u00e7\u00e3o:<\/strong> 25 anos do programa PELD&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Reuniao-de-avaliacao-Joao-Pessoa-1-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2587\" width=\"454\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Reuniao-de-avaliacao-Joao-Pessoa-1-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Reuniao-de-avaliacao-Joao-Pessoa-1-300x169.jpeg 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Reuniao-de-avaliacao-Joao-Pessoa-1-768x432.jpeg 768w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Reuniao-de-avaliacao-Joao-Pessoa-1-1140x641.jpeg 1140w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Reuniao-de-avaliacao-Joao-Pessoa-1-720x405.jpeg 720w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Reuniao-de-avaliacao-Joao-Pessoa-1.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 454px) 100vw, 454px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a primeira semana de julho foi realizada a comemora\u00e7\u00e3o dos 25 anos do Programa de Pesquisas Ecol\u00f3gicas de Longa Dura\u00e7\u00e3o em Jo\u00e3o Pessoa, PB. O evento recebeu os coordenadores de s\u00edtios de pesquisa de todo o Brasil e aconteceu na Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB). &nbsp; Todos os programas de pesquisa ecol\u00f3gica de longa dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o financiados pelo Conselho Nacional de Pesquisas &#8211; CNPq do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es.&nbsp; Os avan\u00e7os das nossas pesquisas na Serra do Cip\u00f3 foram apresentados e elaboradas novas estrat\u00e9gias para ampliar os estudos e melhor conhecer nossos biomas e preserv\u00e1-los para as futuras gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontre mais informa\u00e7\u00f5es sobre sobre os PELD do Brasil em: <a href=\"https:\/\/peldcom.eco.br\/\">https:\/\/peldcom.eco.br\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"conexao-namibia\"><strong>Conex\u00e3o Nam\u00edbia-Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Namibia.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2592\" width=\"390\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Namibia.jpeg 1024w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Namibia-300x225.jpeg 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Namibia-768x576.jpeg 768w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Namibia-160x120.jpeg 160w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os dias 12 e 25 de julho, os cientistas Geraldo Fernandes e Jos\u00e9 Eug\u00eanio Figueira da UFMG retribu\u00edram a visita do colega da Nam\u00edbia, Ezequiel Fabiano, ao s\u00edtio Peld CRSC. As visitas na Nam\u00edbia foram guiadas pelos Profs. Ezequiel e Simon Angombe na regi\u00e3o de Katima Mulilo e Ojivarongo, pr\u00f3ximo da fronteira com Angola, onde se situam parte das parcelas experimentais de fogo, al\u00e9m de projetos de cultivo de hortali\u00e7as em solo \u00e1rido e oligotr\u00f3fico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"conexao-namibia\">Em Katima Mulilo, Geraldo Fernandes e Jos\u00e9 Eug\u00eanio trabalharam com Ezequiel no relat\u00f3rio final do projeto Bio-Bridge Initiative da Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica, das Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.&nbsp; A Conven\u00e7\u00e3o tem tr\u00eas objetivos principais: a conserva\u00e7\u00e3o da diversidade biol\u00f3gica (ou biodiversidade); o uso sustent\u00e1vel de seus componentes; e a reparti\u00e7\u00e3o justa e equitativa dos benef\u00edcios provenientes dos recursos gen\u00e9ticos. Seu objetivo \u00e9 desenvolver estrat\u00e9gias nacionais para a conserva\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel da diversidade biol\u00f3gica, e muitas vezes \u00e9 visto como o documento chave para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Finalizado o relat\u00f3rio, os \u00faltimos dias foram dedicados a uma visita ao Rio Zambeze na fronteira com o Zaire e no Parque Nacional Etosha, um dos mais famosos da Nam\u00edbia pela abund\u00e2ncia de herb\u00edvoros de m\u00e9dio e grande portes. No caminho para Etosha, foram percorridos cerca de 200 km dentro do Parque Nacional Bwabwata onde, al\u00e9m da fauna, foram observadas muitas queimadas criminosas. A visita dos pesquisadores brasileiros, como parte do projeto Bio-Bridge Initiative, chamou a aten\u00e7\u00e3o da Embaixada do Brasil situada em Windhoek, capital da Nam\u00edbia, tendo a Embaixadora Vivian Loss Sanmartin mostrado interesse em estabelecer parcerias com o Brasil para coopera\u00e7\u00e3o em pesquisas e desenvolvimento tecnol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"240\" src=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2508\" srcset=\"https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-3.png 850w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-3-300x85.png 300w, https:\/\/sites.icb.ufmg.br\/leeb\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/rounded-in-photoretrica-3-768x217.png 768w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo continua a girar ininterruptamente, como se n\u00e3o exist\u00edssemos. 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