Transtornos neurológicos, com a Doença de Huntington (HD), a Doença de Alzheimer (AD), a Esclerose Múltipla (MS) e a Esquizofrenia, são apenas exemplos das principais doenças mentais que afetam a saúde pública, além de trazer grandes impactos econcômicos no século 21. Neste sentido, o principal foco do nosso grupo de pesquisa é entender os mecanismos celulares e moleculares que lhes são subjacentes.

Um dos nossos projetos investiga o papel do receptor mGluR5 na HD. Para entender isso, usamos camundongos transgênicos modelos da HD (BACHD) e uma linhagem deficiente para o mGluR5; além disso, usamos ferramentas farmacológicas, incluindo moduladores alostéricos positivos e negativos deste receptor. Nossos resultados tem indicado que o mGluR5 desempenha um papel importante na HD e que seus moduladores alostéricos positivos são potentes drogas neuroprotetoras in vitro e in vivo.

Também temos investigado como o mGluR5 influencia na neuroinflamação na HD e na AD. Nestes projetos, utilizamos a linhagem transgênica BACHD bem como os camundongos C57BL/6J em cujos ventrículos cebrais laterais são injetados a proteína β-amilóide, uma das causadoras da AD. A partir disso, ferramentas moleculares e celulares são utilizadas para verificar os mecanismos que leval à ativação de células da glia e, junto a isso, a neuroinflamação.

Utilizando modelos humanos, nós empregamos a tecnologia de células-tronco de pluripotência induzida (hiPSCs) para investigar os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na eliminação sináptica na esquizofrenia e os aspectos neuroimunológicos da MS. Linhagens de neurônio e astrócitos derivados das hiPSCs obitodas de doadores saudáveis e pacientes e células microglia-like induzidas (iMGs) oriundas de células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) são utilizadas para averiguar a sinalização existente entre neurônios e células da glia nestes projetos.

Tendo em vista que a infecção pelo Vírus Zika (ZIKV) foi recentemente associada à problemas neurológicos em recém-nascidos, como a microcefalia, nós temos investigados como a neurodegeneração se dá nestes casos, utilizando, para isso, modelos animais. Nós descobrimos que drogas que bloqueam o receptor de NMDA, como é o caso da memantina, podem previnir a morte neuronal causada pelo ZIKV in vivo e in vitro. Neste momento, temos investigado quais alterações comportamentais a infecção pelo ZIKV pode induzir nos filhotes que foram submetidos à infecção viral durante a gravidez.

Localização: Sala N4-189, Departamento de Bioquímica e Imunologia, Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Endereço da Universidade: Avenida Antonio Carlos, 6627, Pampulha, Belo Horizonte, MG, Brazil. CEP: 31270-901.