Ementas


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OBRIGATÓRIAS

SISTEMÁTICA E EVOLUÇÃO DE METAZOÁRIOS (ZOL837)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Serão discutidos os avanços recentes do entendimento sobre a origem dos metazoários e as relações filogenéticas entre os grandes grupos de metazoários fósseis e viventes. Objetivos: Oferecer aos alunos uma visão integrada e atual da história evolutiva dos principais metazoários. Programa: Discusão e análise da literatura recente sobre: 1. origem dos Metazoa, organização corporal e desenvolvimento embrionário; 2. Metazoários basais (filos Porifera, Cnidaria, Placozoa e Ctenophora; 3. Bilateria; 4. Hipóteses alternativas para as relações filogenéticas entre os protostômios: Ecdysozoa X Articulata; 5. Eutrochozoa (filos: Annelida, Mollusca, Sipuncula, Nemertea, Platyhelminthes, Gastrotricha, Cycliophora, Entoprocta, Gnathostomulida, Rotifera e Acanthocephala); 6. Ecdysozoa; 7. Panarthropoda (filos Tardigrada, Onychophora e Arthropoda); 8. Cycloneuralia (filos Nematoda, Nematomorpha, Kinorhyncha, Loricifera e Priapulida). 9. Deuterostomia 10. Origem e evolução dos vertebrados.

Bibliografia:

. AX, P. 1987. The Phylogenetic System: a systematization of organisms on the basis of their phylogenesis. John Wiley & Sons, Chichester
. AX, P. 1996. Multicellular Animals. A New Approach to the Phylogenetic Order in Nature. Volume I. Springer Verlag, Berlin, Heidelberg, New York.
. AX, P. 2000. Multicellular Animals. The Phylogenetic System of the Metazoa. Volume II. Springer Verlag, Berlin, Heidelberg, New York.
. NIELSEN C. 1995. Animal Evolution. Interrelationships of the Living Phyla. Oxford University Press.
. WILLMER, P. 1990. Invertebrate Relationships – Patterns in Animal Evolution. Cambridge, Cambridge University.

SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA (ZOL819)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Discussão de artigos recentes sobre princípios e métodos da Sistemática Filogenética. Utilização de softwares para reconstrução das relações filogenéticas. Objetivos: Inteirar os alunos dos avanços recentes sobre os princípios e métodos da sistemática filogenética, bem como sobre o uso de novos softwares para a análise cladística. Programa: Discusão e análise da literatura recente sobre: 1. Princípios e métodos da sistemática filogenética; 2. Espécies e especiação; 3. Métodos de busca e seleção de árvores; 4. Ponderação de caracteres; 5. Estimadores de suporte; 6. Alternativas filogenéticas à classificação biológica.

Bibliografia:

. FELSESTEIN, J. (2004) Inferring phylogenies. Sinauer Associated, Sunderland
. FOREY, P.L., C.J. HUMPHRIES, I.L. KITCHING, R.W.SCOTLAND, D.J. SIEBERT & D.M. WILLIAMS. (1992) Cladistics. A practical course in systematics. The Systematics Association Publication No 10, Claredon Press, Oxford, 191p.
. FUNK V.A. & D.R. BROOKS. (1990). Phylogenetic Systematics as the Basis of Comparative Biology. Smithosonian Contributions to Botany 73: 1-45.
. WILEY, E., (1981). Phylogenetics: the theory and Practice of Phylogenetic Systematics. John Wiley and Sons, New York, vi + 439 p.
. WILEY, E., D. SIEGEL-CAUSEY, D.R. BROOKS, & V.A. FUNK. (1991). The Compleat Cladist. A primer of Phylogenetic Procedures. The University of Kansas, Museum of Natural History, Special Publication No. 19, Lawrence, 158p.

Artigos de periódicos tais como Cladistics e Systematic Biology.

SISTEMÁTICA MOLECULAR (ZOL820)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Introdução histórica ao uso de ferramentas moleculares aplicadas à sistemática. Técnicas moleculares: princípios, vantagens e limitações. Escolha da técnica e do marcador molecular para a solução de um problema particular. Introdução teórica e prática: extração de DNA, reação em cadeia da polimerase (PCR), clonagem e sequenciamento. Alinhamento de seqüências. A inferência filogenética. Métodos de reconstrução filogenética utilizando dados moleculares. Objetivos: Apresentar as ferramentas moleculares aplicadas à sistemática e os critérios para a definição dos marcadores moleculares a serem utilizados. Exercitar a prática de algumas técnicas básicas de biologia molecular, dos procedimentos de alinhamento de seqüências e dos métodos de reconstrução filogenética. Programa: Discussão e análise da literatura recente sobre: 1. Sistemática morfológica e molecular: contexto e controvérsias 2. Homologia e similaridade na Sistemática molecular 3. Ferramentas moleculares aplicadas á sistemática: princípios, vantagens e limitações. 4. Definição da técnica e dos marcadores moleculares adequados para cada estudo 5. Prática de algumas técnicas básicas de biologia molecular 6. Procedimentos de alinhamento e análise de seqüências 7. Métodos de reconstrução filogenética, princípios e premissas e aplicações na sistemática molecular. 8. O planejamento de um projeto envolvendo a sistemática molecular.

Bibliografia:

. AVISE JC 1994. Molecular markers, natural history and evolution. New York: Chapman and Hall, xiv + 511 pp.
. HILLIS DM, Mortiz C, Mable BK 1996. Molecular Systematics 2nd ed., Sinauer Associates Sunderland, Massachusetts, xvi + 655 pp.
. PAGE RDM & Holmes EC. Molecular evolution. A Phylogenetic approach. Blackwell science, Malden, MA, USA, v + 346 pp


OPTATIVAS

BIOGEOGRAFIA HISTÓRICA (ZOL827)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Compreender o desenvolvimento da distribuição da biota durante o período Permiano-Recente no espaço geográfico do atual continente sul-americano. Objetivos: Compreender os processos diretores das mudanças da distribuição bióticos desde o Permiano até o Recente na América do Sul. Programa: 1. Introdução. As diferentes formas de estudar a distribuição espacial dos organismos: Biogeografia atual ou descritiva, Biogeografia histórica. A relação entre biogeografia, ecologia e evolução. Biogeografia da Vicariancia e filogenética. 2. Conceitos básicos de biogeografia. 3. A sistemática filogenética e sua relação com a biogeografia histórica. 4. Métodos para estudos de biogeografia histórica. 5. As mudanças do meio físico: tectônica de placas, evolução climática, etc., em nível global e regional para América do Sul. 6. As mudanças bióticas: o registro fóssil. 7. América do Sul e sua biota ao longo do tempo: Permiano e Triássico; Jurássico; Cretáceo; Paleógeno; Neógeno; Quaternário. 8. Fontes não-paleontológicas para a inferência paleobiogeográfica. 9 - Discusão e análise da literatura recente relacionada ao tema.

Bibliografia:

. CRISCI, J.V.; KATINAS, L. & POSADAS, E.P. 2003. Historical biogeography: An Introduction. Harvard University Press, Boston, Massachusetts. Pp. 250.
. HUMPHRIES, C.J. & PARENTI, L.R. 1999. Cladistic biogeography: interpreting patterns of plant and animal distributions. Oxford Biogeography series no. 12. Oxford University Press, Oxford.
. LOMOLINO, M.V.; RIDDLE, B.R. & BROWN, J.H. 2005. Biogeography. Terceira Edição, Sinauer Ass. Inc., 752pp.
. MORRONE, J.J. 2001. Biogeografía de América Latina y El Caribe. M & T-Manuales & Tesis SEA, Vol. 3, Sociedad Entomoloógica Aragonesa, Zaragoza, Spain.
. NELSON, G. & PLATNICK, N.I. 1981. Systematics and biogeography: cladistics and vicariance. Columbia University Press, New York.

COEVOLUÇÃO (ZOL830)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Apresentação de estudos clássicos e atuais, e discussão das evidências de coevolução, com ênfase nas interações ecológicas e na evolução de grandes grupos taxonômicos. Objetivos: Apresentar e discutir criticamente as teorias e evidências de coevolução sob as perspectivas ecológica e paleontológica. Programa: 1. Introdução. Histórico e definições. Evolução e coevolução. 2. Evidências de coevolução. Modificações recíprocas. Processos e padrões. 3. Coevolução assimétrica. Coevolução difusa. 4. Corrida armamentista. A Rainha Vermelha e o Vigário de Bray. 5. Interações ecológicas e coevolução. Aplicações. 6. Coevolução e comunidades. O mosaico geográfico e hotspots evolutivos. 7. Coevolução e registros paleontológicos. 8. Modelo de Bak-Sneppen. 9. Análise filogenética.

Bibliografia:

. CONNELL, J.H. 1980. Diversity and the evolution of competitors, or the ghost of competition past. Oikos 135:131-138.
. DYBDAHL, M.F. & LIVELY, C.M. 1998. Host-Parasite Coevolution: Evidence for Rare Advantage and Time Lagged Selection in a Natural Population. Evolution 52:1057-1066.
. EDMUNDS, G.F. Jr. & ALSTAD, D.N.. 1978. Coevolution in Insect Herbivores and Conifers. Science 199:941-945.
. EHRLICH, P.R. & RAVEN, P.H. 1964. Butterflies and plants: A study in coevolution. Evolution 18:586-608.
. EHRLICH, P.R. & RAVEN, P.H. 1967. Butterflies and plants. Scientific American 216:104-113.
. FEENY, P. 1975. Biochemical coevolution between plants and their insect herbivores, pp. 3-19. In: Coevolution of Animals and Plants. Lawrence E. Gilbert & Peter H. Raven (ed). University of Texas Press, Austin.
. FUTUYMA, D & M. SLATKIN. 1983. Coevolution. Sinauer Press. FUTUYMA, D.J. 1998. Evolutionary Biology. 3a Ed. Sinauer Associates. – Cap. 18: The Evolution of Interactions among Species.
. GALIL, J. & EISIKOWITCH, D. 1968. On the pollination ecology of Ficus sycomorus in East Africa. Ecology 49:259-269.
. HERRERA, C.M. 1982. Seasonal Variation in the Quality of Fruits and Diffuse Coevolution Between Plants and Avian Dispersers. Ecology 63:773-785.
. JANZEN, D.H. 1980. When is it coevolution. Evolution 34:611-612.
. PELLMYR, O. & LEEBENS-MACK, J. 1999. Forty Million Years of Mutualism: Evidence for Eocene Origin of the Yucca-Yucca Moth Association. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America 96:9178-9183.
. RIDLEY, M. 1996. Evolution. 2a Ed. Blackwell Science. – Capítulo 22: Coevolution.
. ROTHSTEIN, S. 1990. A Model System For Coevolution: Avian Brood Parasitism. Annual Review of Ecology and Systematics 21: 481-508.
. SCHEMSKE, D.W. 1981. Convergence and Pollinator Sharing in Two Bee-Pollinated Tropical Herbs. Ecology 62: 946-954. THOMPSON, J. N. 1982. Interaction and Coevolution. New York, John Wiley & Sons. 179 pp.
. THOMPSON, J.N. 1986. Constraints on arms races in coevolution. Trends in Ecology and Evolution 1:105-107.
. THOMPSON, J.N. 1986. Patterns in coevolution. pp 119-143. In: Coevolution and Systematics. A.R. Stone & D.J. Hawksworth (eds.). Oxford, Clarendon Press.
. THOMPSON, J.N. 1989. Concepts of coevolution. Trends in Ecology and Evolution 4:179-183.
. THOMPSON, J.N. 1990. Coevolution and the evolutionary genetics of interactions among plants and insects and pathogens. In: Pests, Pathogens, and Plant Communities. J.J. Burdon and S.R. Leather (eds.) Oxford, Blackwell.
. THOMPSON, J.N. 1994. The Coevolutionary Process. Chicago, University of Chicago Press.
. THOMPSON, J.N. 2005. The Geographic Mosaic of Coevolution. Chicago, University of Chicago Press.
. WEST, K.; COHEN, A. & BARON, M. 1991. Morphology and Behavior of Crabs and Gastropods from Lake Tanganyika, Africa: Implications for Lacustrine Predator-Prey Coevolution. Evolution 45: 589-607.

Estas referências básicas serão complementadas com artigos recentes de jornais científicos.

COMPORTAMENTO ANIMAL (ZOL818)

Créditos: 5

Carga Horária: 75 horas

Ementa: São mostrados as diferentes abordagens da etologia e seus níveis de análise. Conceitos mais importantes: adaptação, otimização, aptidão abrangente, hereditariedade, aprendizagem e instinto, comunicação, estratégias evolutivamente estáveis e seleção sexual. Elaboração e análise de etogramas. Objetivos: A disciplina tem o objetivo de apresentar e discutir alguns dos tópicos chaves da Etologia, ou o estudo do comportamento animal. Programa: Discussão e análise da literatura recente sobre: 1. Abordagem evolutiva para o Comportamento Animal 2. Causas proximais do comportamento 3. O desenvolvimento do comportamento: hereditariedade 4. O desenvolvimento do comportamento: o meio ambiente 5. O controle do comportamento: mecanismos neurais 6. A organização do comportamento: neurônios e hormônios 7. Adaptação e comportamento anti-predatório 8. A evolução do comportamento alimentar 9. Seleção de habitat 10. Evolução da comunicação 11. Evolução do comportamento reprodutivo 12. Evolução dos sistemas de acasalamento 13. Evolução do cuidado parental 15. Evolução do comportamento social 16. Evolução do comportamento humano.

Bibliografia:

. ALCOCK, J. 2001. Animal Behavior. Sinauer, Sunderland MA. LEHNER, P.N. 1996. Handbook of ethological methods. Second edition. Cambridge University Press.
. DAWKINS, M.S. 1989. Explicando o comportamento animal. Editora Manole, São Paulo.
. MARTIN, P. E BATESON, P. 1993. Measuring behaviour: An introduction guide. Cambridge University Press, Cambridge.

Além destes, serão utilizados artigos publicados recentemente em periódicos científicos.

GENÉTICA DA CONSERVAÇÃO (BIG875)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Analisar conceitos e métodos relacionados com a avaliação da diversidade genética. Objetivos: Discutir os objetivos e a importância da conservação de recursos genéticos Relacionar as características genéticas e reprodutivas das espécies de interesse para a conservação com os métodos de amostragem e de manutenção de coleções de germoplasma. Analisar, comparativamente, as estratégias de conservação em áreas naturais e em bancos de germoplasma. Discutir métodos de análise filogenética e filogeográfica aplicadas à genética da conservação de espécies silvestres. Apresentar estudos de casos da aplicação da genética em práticas de conservação, com ênfase nos Neotrópicos. Programa: 1. Introdução à Genética da Conservação 2. Diversidade Genética 3. Caracterização da diversidade genética de locos únicos e múltiplos 4. Evolução em pequenas populações e Manutenção da diversidade genética 5. Perda de diversidade genética em pequenas populações 6. Endogamia 7. Depressão Endogâmica 8. Fragmentação de populações 9. Populações geneticamente viáveis 10. Resolvendo incertezas taxonômicas e definição de unidades de manejo 11. Genética e o manejo de populações selvagens 12. Populações de cativeiro e manejo genético da reintrodução 13. Uso da genética molecular em taxonomia e ciência forense 14. Seminários I - temas relacionados e apresentados pelos alunos.

Bibliografia:

. AVISE, J.C. Phylogeography. The History and Formation of Species. Harvard University Press, Cambridge, Massachusetts, 2000.
. AVISE, J.C. & HAMRICK, J.L. Conservation Genetics. Case Histories from Nature. Chapman & Hall, New York, N.Y., 1996.
. FRANKHAM, R. BALLOU, J.D., BRISCOE, D.A. Introduction to Conservation Genetics. Cambridge, UK, 2002. 617 pp.
. FIEDLER, P.L. & JAIN, J.K. Conservation Biology. The Theory and Pratice of Nature Conservation, Preservation and Management. Chapman and Hall, 1992.
. LOESCHKE, V.;TOMIUK, J. & JAIN, S.K. Conservation Genetics. Birkhauser-Verlag, 1994.
. SCHIERWATER, B.; STREIT, B.; WAGNER, G.P. and DE SALLE, R. Molecular Ecology and Evolution: Approaches and Applications. Birkhauser Verlag, Basel, Switzerland, 1994.

Artigos de revistas como Nature Genetics, Molecular Ecology, Trends in Ecology and Evolution

PROTISTAS CILIADOS (ZOL822)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Origem, evolução e histórico dos sistemas de classificação dos Protistas. Morfologia comparativa e fisiologia dos Protistas. Classificação dos protistas. Métodos e técnicas utilizados na montagem de lâminas para identificação de Protistas. Caracterização e identificação do Filo Ciliophora e suas principais classes, ordens e gêneros. Objetivos: Possibilitar aos estudantes: 1) entender a origem e evolução dos Protistas e seus reflexos nos esquemas classificatórios; 2) conhecer os esquemas classificatórios propostos modernamente para os Protistas e compreender seus pontos de divergência e tendências atuais; 3) conhecer os principais táxons de Protistas do Filo Ciliophora, principalmente os presentes na fauna brasileira de águas continentais; 4) identificar as principais classes, ordens e gêneros de protistas ciliados de vida livre da fauna brasileira, através do uso de bibliografia específica e chaves de identificação. Programa: 1. Discusão e análise da literatura recente relacionada ao tema 2. Origem e evolução. 3. Sistemas de classificação: histórico. 4. Morfologia comparativa e fisiologia. 5. Ecologia. 6. Métodos e técnicas para montagem de lâminas para identificação. 7. Protistas Ciliados: Identificação dos Filos, principais classes, ordens e gêneros.

Bibliografia:

. HAUSMANN, K. & BRADBURY, P.C. 1996. Ciliates: cells as organisms. Gustav Fischer, Berlim. 485p.
. HAUSMANN, K. & HÜLSMANN, N. 1995. Protozoology. Thieme, Stuttgart, 2a ed. 301p.
. LEE, J.J., LEEDALE, G.F. & Bradbury, P. 2000. An illustrated guide to the protozoa. Allen Press, USA, 2a ed. 1425p.
. STREBLE, H. & KRAUTER, D. 1987. Atlas de los microrganismos de agua dulce. Omega, Barcelona. 357p.

Além destes, serão utilizados artigos publicados recentemente em periódicos científicos.

SEMINÁRIO I (ZOL817)

Créditos: 2

Carga Horária: 30 horas

Ementa: Conteúdo variável, incluindo apresentação e discussão de textos científicos e de projetos de alunos e docentes do curso, bem como de palestrantes convidados. Objetivos: Promover a interação entre discentes e docentes do curso, acompanhar e discutir o andamento de projetos de dissertação e tese, estimular a leitura e discussão de textos científicos, analisar e discutir a literatura recente. O aluno de mestrado cursará duas vezes esta atividade e o de doutorado quatro vezes. Programa: Apresentação e acompanhamento de projetos, de mestrado e doutorado, qualificações de doutorado e palestras sobre temas relevantes por parte dos professores do curso e convidados especiais.

Bibliografia:

Variável, a ser definida a cada semestre.

SEMINÁRIO II (ZOL834)

Créditos: 2

Carga Horária: 30 horas

Ementa: Conteúdo variável, incluindo apresentação e discussão de textos científicos e de projetos de alunos e docentes do curso, bem como de palestrantes convidados. Objetivos: Promover a interação entre discentes e docentes do curso, acompanhar e discutir o andamento de projetos de dissertação e tese, estimular a leitura e discussão de textos científicos, analisar e discutir a literatura recente. O aluno de mestrado cursará duas vezes esta atividade e o de doutorado quatro vezes. Programa: Apresentação e acompanhamento de projetos, de mestrado e doutorado, qualificações de doutorado e palestras sobre temas relevantes por parte dos professores do curso e convidados especiais.

Bibliografia:

Variável, a ser definida a cada semestre.

SEMINÁRIO III (ZOL835)

Créditos: 2

Carga Horária: 30 horas

Ementa: Conteúdo variável, incluindo apresentação e discussão de textos científicos e de projetos de alunos e docentes do curso, bem como de palestrantes convidados. Objetivos: Promover a interação entre discentes e docentes do curso, acompanhar e discutir o andamento de projetos de dissertação e tese, estimular a leitura e discussão de textos científicos, analisar e discutir a literatura recente. O aluno de mestrado cursará duas vezes esta atividade e o de doutorado quatro vezes. Programa: Apresentação e acompanhamento de projetos, de mestrado e doutorado, qualificações de doutorado e palestras sobre temas relevantes por parte dos professores do curso e convidados especiais.

Bibliografia:

Variável, a ser definida a cada semestre.

SEMINÁRIO IV (ZOL836)

Créditos: 2

Carga Horária: 30 horas

Ementa: Conteúdo variável, incluindo apresentação e discussão de textos científicos e de projetos de alunos e docentes do curso, bem como de palestrantes convidados. Objetivos: Promover a interação entre discentes e docentes do curso, acompanhar e discutir o andamento de projetos de dissertação e tese, estimular a leitura e discussão de textos científicos, analisar e discutir a literatura recente. O aluno de mestrado cursará duas vezes esta atividade e o de doutorado quatro vezes. Programa: Apresentação e acompanhamento de projetos, de mestrado e doutorado, qualificações de doutorado e palestras sobre temas relevantes por parte dos professores do curso e convidados especiais.

Bibliografia:

Variável, a ser definida a cada semestre.

SISTEMÁTICA DE ANFÍBIOS (ZOL828)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Caracterização, origem e distribuição dos grupos atuais de anfíbios: Urodela, Anura e Gymonophiona. Uso de métodos em biologia comparada, história natural e ecologia, aplicados à taxonomia e sistemática de anfíbios com ênfase na região neotropical. Desenvolvimento de práticas de campo, incluindo técnicas de amostragem e bioacústica para estudos de taxonomia de anuros. Objetivos: Dar ao aluno uma visão sobre os métodos de trabalho em biologia comparada voltada à taxonomia e sistemática de anfíbios, e discutir as principais mudanças nomenclaturais resultantes de estudos filogenéticos recentes. Capacitar o aluno a reconhecer os principais grupos de anfíbios e suas relações filogenéticas, com ênfase na fauna neotropical. Programa: 1. Introdução à taxonomia e nomenclatura biológica com ênfase em anfíbios. 2. Amphibia ? origem, distribuição e diversidade. 2.1. Urodela ? Biologia, morfologia e diversidade. 2.2. Gymnophiona ? Biologia, morfologia e diversidade. 2.3. Anura ? Biologia, morfologia, diversidade ? distribuição da fauna neotropical. 3. Biologia Comparada ? Métodos de estudos em morfologia externa e interna de anuros 4. Anura ? Morfologia externa de adultos e girinos ? Métodos de Identificação. 5. Biologia e história natural e sua aplicação em taxonomia e sistemática de anuros. 6. Bioacústica de anuros. Técnicas e usos em taxonomia e sistemática.

Bibliografia:

. DUELLMAN, W.E. & L. TRUEB. 1985. Biology of Amphibians. McGraw-Hill Book Co.
. FAIVOVICH, J. 2002. A cladistic analysis of Scinax (Anura: Hylidae). Cladistics 18: 367–393.
. FAIVOVICH, J., C. F. B HADDAD, P. C. A. GARCIA, D. R. FROST, J. A. CAMPBELL W. C. WHEELER. 2005. Systematic review of the frog family Hylidae, with special reference to Hylinae: phylogenetic analysis and taxonomic revision. Bulletin of the American Museum of Natural History 294:1-240.
. FROST, D.R., T. GRANT, J. FAIVOVICH, R.H. BAIN, A. HAAS, C.F.B. HADDAD, R.O. DE SÁ, A. CHANNING, M. WILKINSON, S.C. DONNELLAN, C.J. RAXWORTHY, J.A. CAMPBELL, B.L. BLOTTO, P. MOLER, R.C. DREWES, R.A. NUSSBAUM, J.D. LYNCH, D.M. GREEN, AND W.C. WHEELER, 2006. The amphibian tree of life. Bulletin of the American Museum of Natural History,297: 1-371
. GRANT, T., D.R. FROST, J.P. CALDWELL, R. GAGLIARDO, C.F.B. HADDAD, P.J.R. KOK, D.B. MEANS, B.P. NOONAN, W.E. SCHARGEL AND W.C. WHEELER, 2006. Phylogenetic systematics of dart-poison frogs and their relatives (Amphibia: Athesphatanura: Dendrobatidae). Bulletin of the American Museum of Natural History 299: 1-262
. HASS, A. 2003. Phylogeny of of frogs as inferred from primarily larval characters (Amphibia:Anura). Cladistics 19: 23-89.
. HEDGES S. B., W. E. DUELLMAN & M. P. HEINICKE. 2008. New World direct-developing frogs (Anura: Terrarana): Molecular phylogeny, classification, biogeography, and conservation. Zootaxa 1737: 1–182 (2008)
. LAVILLA, E. O., J. A. LANGONE, U. CARAMASCHI, W. R. HEYER, AND R. O. DE SÁ. 2010. The identification of Rana ocellata Linnaeus, 1758. Nomenclatural impact on the species currently known as Leptodactylus ocellatus (Leptodactylidae) and Osteopilus brunneus (Gosse, 1851) (Hylidae). Zootaxa, (2346):1-16.
. POUGH, F.H.; ANDREWS, R.M.; CADLE, J.E. & CRUMP, R.L. 2001. Herpetology (Third edition) Prentice Hall.
. POUGH, F.H.; JANIS, C. M. & HEISER, J. B., 2003. A Vida dos Vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, São Paulo. 3a ed. 699p.
. ZUG, G.R., VITT, L.J. & CALDWELL, P. 2001 Herpetology: Introductory Biology of Amphibians and Reptiles. Academic Press.
. WELLS, K.D. 2007. The ecology and behavior of amphibians. Chicago University Press.

SISTEMÁTICA DE MAMÍFEROS (ZOL829)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Discutir as relações filogenéticas entre as ordens de Mammalia; conhecer a diversidade dentro de cada ordem, em particular as que ocorrem no Brasil; Discutir o registro fóssil. Objetivos: Conhecer e compreender as relações de parentesco entre os principais grupos de Mammalia e sua diversidade. Permitir a identificação das principais famílias e gêneros de mamíferos brasileiros, particularmente os de pequeno porte do Brasil. Programa: Seminários e discussão sobre artigos recentes da literatura sobre: 1. Origem e evolução de Mammalia. 2. Relações filogenéticas entre as ordens de Mammalia e sua classificação 3. Diversidade e filogenia das ordens Monotremata, Didelphimorphia, Rodentia, Lagomorpha, Chiroptera, Primates, Artioactyla, Perissodactyla e Carnivora. Grupos recentes e fósseis. 4. Padrões de distribuição na América do Sul. Prática das 5. Técnicas de estudo em sistemática e diversidade de mamíferos. 6. Técnicas de captura e conservação de mamíferos.

Bibliografia:

. BENTON, M. J., 2005. Vertebrate Palaeontology. 3rd Ed. Blackwell Publishing, Malden. xii + 455 p.
. CARROLL, R. L., 1987. Vertebrate Paleontology and Evolution. Freeman, New York.
. CARROLL, R. L., 1997. Patterns and Processes of Vertebrate Evolution. Cambridge University Press, Cambridge. xvi + 448 p.
. EISENBERG, J. F. 1981. The Mammalian Radiations. Chicago, The University Chicago Press.xx + 610p.
. NOWAK, R. M. 1999. Walker´s Mammals of the World. 6 edição. 2 vols. Baltimore, The John Hopkins Press.
. POUGH, F.H., JANIS, C. M. & HEISER, J. B., 2003. A Vida dos Vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, São Paulo. 3a ed. xiv + 699p.
. WILSON, D. E. & REEDER, D. M. 1993. Mammal Species of the World. A taxonomic and geographic reference. Washington DC. Smithsonian Institution. Xviii + 1207p.

Artigos recentes em periódicos nacionais e internacionais.

SISTEMÁTICA DE PEIXES (ZOL823)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: anatomia externa e esquelética dos grupos de craniados não tetrápodes, suas relações de parentesco, taxonomia e distribuição geográfica, com ênfase na região neotropical. Objetivos: reconhecer os principais grupos de peixes, capacitando o aluno a identificar peixes marinhos e de água doce brasileiros, principalmente. Programa: 1. Discusão e análise da literatura recente relacionada ao tema 2. Anatomia externa. 3. Anatomia esquelética. 4. Grupos basais, sem mandíbula, fósseis e viventes. 5. Gnatostomados basais: Placodermi e Chondricthyes: evolução e taxonomia. 6. Teleostomi: evolução e taxonomia. 7. Tetrapoda: posição filogenética em Sarcopterygii.

Bibliografia:

. ALBERT, J. S., 2001. Species diversification and phylogenetic systematics of American knifefishes (Gymnotiformes, Teleostei). Miscellaneous Publications Museum of Zoology, University of Michigan. 2001 (190): vi + 127.
. BERRA, T. M., 1981. An Atlas of Distribution of the Freshwater Fish Families of the World. University of Nebraska Press, Lincoln. xxx + 197 p.
. BOND, C. E., 1996. Biology of fishes. Saunders College Publishing, Philadelphia. 2nd Ed. xviii + 750 p.
. BRITSKI, H. A., SATO, Y. & ROSA, A.B. S., 1988. Manual de identificação de peixes da região de Três Marias (com chaves de identificação para os peixes da bacia do São Francisco), Brasília. 3a Ed. CODEVASF. 115 p.
. BURGESS, W. E., 1989. An Atlas of Freshwater and Marine Catfishes. A preliminary Survey of the Siluriformes. T. F. H. Neptune City. 784 p.
. CARAMASCHI, É. P., MAZZONI, R. & PERES-NETO, P. R. (eds.), 1999. Ecologia de Peixes de Riachos. Oecologia Brasiliensis, vol. VI. PPGE-UFRJ, Rio de Janeiro. 260 p.
. CARROLL, R. L., 1987. Vertebrate Paleontology and Evolution. Freeman, New York.
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. FIGUEIREDO, J. L. & MENEZES, N. A., 1980. Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. III. Teleostei (2). Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, São Paulo. 90 p.
. FIGUEIREDO, J. L. & MENEZES, N. A., 2000. Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. VI. Teleostei (5). Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, São Paulo. 110 p.
. FIGUEIREDO, J. L., 1977. Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. I. Introduçao. Cações, raias e quimeras. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, São Paulo. 104 p.
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. WEITZMAN, S. H., MENEZES, N. A & WEITZMAN, M. J., 1988. Phylogenetic biogeography of the Glandulocaudini (Teleostei: Charadiformes: Characidae) with comments on the distribution of other freshwater fishes in eastern and southern Brazil. Pp 379-428. In: VANZOLINI, P. E. & HEYER, W. R. (eds.) Proceedings of a workshop on neotropical distribution patterns. Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro. 488 p.
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. ZANATA, A. M., 1997. Jupiaba, um novo gênero de Tetragonopterinae com osso pélvico em forma de espinho (Characidae, Characiformes). Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre (83): 99-136.

SISTEMÁTICA E COMPORTAMENTO DE GASTRÓPODES (ZOL826)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Introdução aos aspectos evolutivos e confusões taxonômicas dentro dos Gastropoda. Análise e discussões dos esquemas classificatórios propostos para os gastrópodes. Estudo morfofisiológico dos gastrópodes de água doce e terrestres. Análise das adaptações morfológicas relacionadas aos hábitos de vida. Estratégias reprodutivas e comportamentais dos moluscos de água doce e terrestres, abrangendo os moluscos exóticos e invasores. Introdução a sistemática dos gastrópodes de água doce e terrestres enfatizando o sistema reprodutor. Caracterização e identificação com base na anatomia interna do sistema reprodutor das principais famílias e gêneros de gastrópodes da malacofauna limnica brasileira e de alguns gastrópodes terrestres. Análise da importância parasitológica de alguns gastrópodes de água doce e terrestre (introdução a relação molusco-helminto), impacto e problemas causados pelos moluscos invasores (competição com animais da nossa fauna, atuação como hospedeiros intermediários de parasitoses de importância médica. Será apresentado ainda algumas técnicas malacológicas básicas que visam o aprendizado de práticas importantes para o sistemata no preparo correto do material e acondicionamento adequado em coleções de científicas. Objetivos: Possibilitar aos estudantes: 1) Discutir e analisar aspectos evolutivos dos gastrópodes; 2) analisar os esquemas classificatórios propostos para os gastrópodes; 3) identificar com base na morfologia externa e interna as principais famílias e gêneros de gastrópodes da malacofauna límnica brasileira e alguns gastrópodes terrestres; 4) analisar as adaptações morfológicas dos moluscos de água doce e terrestres e seu hábito de vida; 5) analisar as estratégias reprodutivas dos moluscos de água doce e terrestres e sua influência na estrutura populacional dos mesmos 6) analisar os padrões reprodutivos e comportamentais dos moluscos invasores que podem auxiliar na compreensão da estrutura populacional e na avaliação de impactos, controle e manejo; 7) analisar e avaliar a complexidade dos processos que envolvem a relação molusco-helminto. Programa: 1. Introdução: * Origem e evolução Filo Mollusca * Origem e evolução de Gatropoda: controvérsias e confusões taxômicas Discusão e análise da literatura recente relacionada ao tema 2. Sistemática da classe Gastropoda: * Histórico da sistemática da Classe: análise dos principais sistemas classificatórios * Sistemática atual X controvérsias * Diversidade 3. Morfofisiologia da classe Gastropoda: ênfase gastrópodes limnicos e terrestres * Estudo das conchas. * Anatomia externa e interna geral: * Morfofisiologia do sistema reprodutor dos gastrópodes 4. Aspectos reprodutivos e ecológicos da classe Gastropoda:ênfase água doce e terrestre * Estratégias reprodutivas dos gastrópodes * Análise do sistema reprodutor 5. Caracterização e identificação dos gastrópodes de água doce. * Técnicas de fixação e dissecação de gastrópodes de água doce * Identificação morfológica de alguns gêneros de gastrópodes de água doce 6 - Caracterização e identificação dos gastrópodes de gastrópodes terrestres * Técnicas de fixação e dissecação * Identificação morfológica de alguns gêneros de gastrópodes terrestres 7 - Participação dos gastrópodes em ciclo de trematódeos e nematódeos - Interação moluscos ? helminto - Influência do parasitismo na estrutura populacional - Alterações comportamentais e reprodutivas resultantes do parasistimo 6. Gastrópodes invasores * Introdução básica ao problema * Principais espécies presentes no Brasil * Aspectos reprodutivos e ecológicos básicos * Problemas e soluções.

Bibliografia:

. BARKER, G. M. 2001. The Biology of Terrestrial Molluscs. Ed. D. C. Coleman e P. F. Hendrix. New York. USA
. BRUSCA C.R. & BRUSCA G.J. Invertebrates. 2003. 2ª edition. Sinauer Associates
. BROW, D.S. 1994. Freswater Snails of Africa and their Medical Importance, 2nd edition. London: Taylor & Francis.
. DILLON, R.T. 2001. The Ecology of Freshwater Molluscs. Cambridge University Press
. OLIVEIRA, M.P. & OLIVEIRA, M.H.R. 1999. Dicionário Conquílio Malacológico. Editora UFJF, Juiz de Fora.
. PURCHON, R.D. 1977. The biology of the Mollusca. Pergamon Press, U.K. 560p.
. SALGADO, N.C. & A.C.S. COELHO. 2003. Moluscos terrestres do Brasil (Gastrópodes operculados ou não, exclusive Veronicellidae, Milacidae e Limacidae). Rev. Biol. Trop. 51: 149-189.
. SILVA, J. & SOUZA, R. Água de lastro e bioinvasão. 1a.edição, 2004. Editora Interciência - RJ
. SIMONE, L.R.L. 2006. Land and freshwater mollusks of Brazil. Fapesp, São Paulo, São Paulo, Brazil.
. SOUTH A. 1992. Terrestrial slugs. Biology, ecology and control. Chaoman & Hall London

Além destes, serão utilizados artigos publicados em periódicos científicos de interesse da disciplina.

SISTEMÁTICA E EVOLUÇÃO DE INSETOS (ZOL825)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Avanços recentes do conhecimento sobre a origem e evolução de Hexapoda e das relações filogenéticas entre suas grandes linhagens. Classificação de Hexapoda. Estudo das principais famílias das principais ordens de insetos. Objetivos: Oferecer aos alunos uma visão, sob perspectiva filogenética, da história evolutiva e classificação dos hexápodos, incluindo o estudo e identificação das principais famílias das principais ordens de insetos pterigotos. Programa: Discusão e análise da literatura recente sobre: 1. Origem e evolução de Hexapoda; 2. Origem e evolução dos grupos basais de Hexapoda; 3. Relações filogenéticas entre as ordens de Insecta; 4. Execução de projetos com categorias inferiores (abaixo de família) de insetos.

Bibliografia:

. GRIMALDI, D. & ENGEL, M. S. 2005. Evolution of the Insects. Cambridge, Cambridge University Press.

Artigos que tratem da sistemática de insetos, publicados nas principais revistas nacionais e internacionais da área, tais como: Annual Review of Entomology Cladistics Revista Brasileira de Entomologia Revista Brasileira de Zoologia Neotropical Entomology Systematic Entomology Zoologica Scripta

TÓPICOS EM ZOOLOGIA I (ZOL831)

Créditos: 2

Carga Horária: 30 horas

Ementa: Oferta ocasional de temas específicos por professores do quadro do programa ou professores externos.

Bibliografia:

Variável, a ser definida a cada semestre

TÓPICOS EM ZOOLOGIA II (ZOL832)

Créditos: 3

Carga Horária: 45 horas

Ementa: Oferta ocasional de temas específicos por professores do quadro do programa ou professores externos.

Bibliografia:

Variável, a ser definida a cada semestre

TÓPICOS EM ZOOLOGIA III (ZOL833)

Créditos: 4

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Oferta ocasional de temas específicos por professores do quadro do programa ou professores externos.

Bibliografia:

Variável, a ser definida a cada semestre

Pagina da pós-graduação em Zoologia da UFMG