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Laboratório Neurobioquímica – Universidade Federal de Minas Gerais

Laboratório de Neurobioquímica

universidade federal de minas gerais – brasil

3 fatos sobre a esquizofrenia: um dos focos de pesquisa do nosso laboratório

Fato 1: Aproximadamente 1,6 milhão de brasileiros têm esquizofrenia

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com transtornos mentais em todo o mundo está aumentando, principalmente em países de baixa renda. Além disso, São Paulo está entre as cidades com maior prevalência de indivíduos que sofrem com transtornos mentais. Só no Brasil, a esquizofrenia afeta cerca de 1,6 milhão de pessoas. Atualmente, esses pacientes contam com o apoio do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece serviços de assistência social, psicológica e reabilitação, além de remédios antipsicóticos que são importantes para o controle da doença.

Fato 2: A doença afeta homens e mulheres de maneira diferente

A incidência de esquizofrenia é geralmente maior em homens do que em mulheres, mas as diferenças observadas entre indivíduos do sexo masculino e feminino na esquizofrenia não acabam por ai. A literatura aponta que a idade de início da doença é maior entre as mulheres. Estudos relatam, em homens, pico de início entre as idades de 15 e 25 anos, enquanto em mulheres, observa-se um pico entre 20 e 35 anos, com um segundo pico menor, entre 45 e 49 anos de idade. Níveis reduzidos de estrogênio após a menopausa têm sido propostos como uma explicação para o aumento da prevalência em mulheres com mais de 40 anos de idade.

Fato 3: A urbanicidade é um dos fatores de risco da esquizofrenia

A esquizofrenia é considerada um distúrbio multifatorial. Dessa forma, sabe-se que fatores genéticos e estressores ambientais precisam atuar juntos para promover alterações nos padrões do neurodesenvolvimento, e assim desencadear o distúrbio. Dentre esses estressores ambientais, é possível citar a urbanicidade. Crescer ou viver em um ambiente urbano tem sido frequentemente associado a um risco aumentado de desenvolver esquizofrenia. Um estudo interessante realizado na Dinamarca mostrou haver associação entre viver em locais com quantidade de espaço verde reduzida e o maior risco de desenvolver esquizofrenia. Esse estudo indicou, portanto, que a proximidade a áreas verdes é um fator protetor contra a doença.

 

Referências:

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