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Laboratório Neurobioquímica – Universidade Federal de Minas Gerais

Laboratório de Neurobioquímica

universidade federal de minas gerais – brasil

Ação dos estimulantes para tratamento de TDAH

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma desordem do neurodesenvolvimento cujos sintomas são desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade. As primeiras descrições médicas do transtorno destacaram a presença de agitação motora e, por isso, inicialmente, o TDAH foi denominado como “doença hipercinética”. O tratamento medicamentoso do TDAH é realizado, em geral, com estimulantes, que são mais efetivos na redução da sintomatologia do que medicamentos não estimulantes. Mas, como estimular o cérebro hiperativo pode ser eficaz no tratamento?

Isso ocorre porque uma característica importante da desordem é a alteração do nível de alguns neurotransmissores. Dentre eles, estão a dopamina e a norepinefrina, moléculas essenciais para a atividade cerebral. No TDAH, níveis reduzidos desses neurotransmissores prejudicam funções como motivação, regulação emocional, controle inibitório, tomada de decisão e memória de trabalho.

Os medicamentos estimulantes intensificam a sinalização da dopamina e da norepinefrina, por inibir os transportadores responsáveis por captá-los da fenda sináptica. Além disso, alguns medicamentos intensificam a liberação de dopamina nos terminais pré-sinápticos. Dessa forma, eles aumentam a disponibilidade dos neurotransmissores, permitindo maior ativação das vias afetadas pelo transtorno. Como consequência, por exemplo, observa-se melhora da capacidade de concentração durante o efeito do medicamento.

 

Referências:

Quintero, Javier et al. “Molecular Characterisation of the Mechanism of Action of Stimulant Drugs Lisdexamfetamine and Methylphenidate on ADHD Neurobiology: A Review.” Neurology and therapy vol. 11,4 (2022): 1489-1517. doi:10.1007/s40120-022-00392-2

Zimmer, Luc. “Contribution of Clinical Neuroimaging to the Understanding of the Pharmacology of Methylphenidate.” Trends in pharmacological sciences vol. 38,7 (2017): 608-620. doi:10.1016/j.tips.2017.04.001

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